terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Amores Desencontrados - Final 2

 

Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, e queria esclarecer tudo com ele, antes de seguir em frente com a sua vida.

A ausência de Afonso, e o facto de ter descoberto que Raúl nunca a traíra, fizeram com que ela percebesse que amava Raúl desde o primeiro momento em que o vira na discoteca e que, o que sentira por Afonso, tinha sido provocado pela necessidade de se sentir amada por alguém, e de ele lhe ter dado essa atenção especial.

Mas preferia tê-lo como amigo, como sempre tinha sido, e era isso que ela tinha que esclarecer com Afonso, antes de voltar para os braços de Raúl. Por isso, quando ele lhe telefonou a dizer que já tinha chegado, e a pedir-lhe para ir até à sua casa, Débora não quis perder mais tempo.

Foi Catarina quem lhe abriu a porta, pedindo-lhe par entrar e ficar à vontade, porque ela já estava de saída. Então, sempre se tinham encontrado. E, ao que parecia, também tinham vindo juntos. Teriam feito as pazes? Para Débora, seria melhor se isso tivesse acontecido, pois assim nenhum deles ficaria mal, quando ela lhe dissesse porque ali estava.

Mas foi Afonso quem começou a tentar explicar a Débora como Catarina o tinha encontrado, e o que tinham resolvido. Ao ter sido abandonado por Catarina, e ao sentir-se realmente atraído por Débora, que era também a sua grande amiga e o seu maior apoio, tinha transferido para ela todo o amor que sentia pela primeira.

Durante a sua viagem, percebeu que o pai de Débora tinha razão em não querer aquele relacionamento, porque Afonso gostva muito dela como amiga, e era essa amizade que eele queria manter. O facto de Catarina ter surgido novamente na sua vida e de estar disposta a reconquistá-lo, fê-lo ver que, na verdade, nunca a tinha esquecido e que, por isso, mereciam uma nova oportunidade.

Pensava que Débora ficaria desapontada com ele e estva a estranhar a forma despreocupada como ela o ouvia, até que ela lhe disse que ficava muito feliz por ele, e que não precisava de lhe explicar mais nada, porque tinha acontecido o mesmo em relação a ela e Raúl.

Afonso ficou aliviado por saber que ela não tinha ficado magoada, e que o seu pai não estava mais chateado com ele, podendo assim voltar a ser tudo como antes. Ou quase tudo.

Agora que Débora ia casar, e sabendo que Raúl era muito ciumento, teria que ter cuidado. Já tinha sido difícil para ele ter aceitado Afonso como padrinho, mas est compreendia. Afinal, mesmo por pouco tempo, tinham sido rivais, e Catarina também sentia ciúmes dele.

Mas não havia razões para isso. Ambos tinham a certeza de ter feito a escolha certa, e jamais se iriam separar!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Amores Desencontrados - Final 1

 

Passaram-se dois meses e Débora estava ansiosa por falar com Afonso.Tinha tanta coisa para lhe dizer, tantas novidades para lhe contar. Mas, ao mesmo tempo, estava com medo da sua chegada. Não sabia se Catarina o tenha encontrado, se tinham conversado, e o que tinha resultado dessa conversa.

Débora sabia, finalmente, que o que tinha sentido por Raul era paixão, uma paixão que a marcou e que fez com que conhecesse o verdadeiro amor, e era essa amor que ela sentia por Afonso. Ele era o homem da sua vida, aquele por quem sempre tinha esperado.

Raúl aceitou que a tinha perdido, e resolveu procurar a sua felicidade longe dela. Até o seu pai, ao ver que os seus sentimentos por Afonso eram demasiado fortes, ao ponto de ter rejeitado o seu ex-namorado, desistiu de lutar contra esse amor e decidiu que, se Afonso sentisse o mesmo por ela, não se oporia à união dos dois. Mas antes de dizer alguma coisa a Débora, teria que falar primeiro com Afonso.

Tinha-se sentido traído porque sempre o considerara um grande amigo, e nunca lhe passara pela cabeça que pudesse vir a gostar da sua filha e namorar com ela, porque nunca lhe tinham dito nada sobre o que se passava, e porque tinha medo que Afonso fizesse Débora sofrer. 

Poderia ainda não ter esquecido Catarina, e andar a enganar a filha. Com o tempo, percebeu que estava enganado. Que não se pode mandar nos sentimentos dos outros e que, se a felicidade da filha fosse ao lado de Afonso, ele tinha que os apoiar.

Débora não sabia ao certo em que dia ele ia chegar, mas não podia ficar em casa à sua espera. No trabalho, sempre se distraía e ocupava a cabeça com outros pensamentos.

Por isso, quando Afonso a procurou em sua casa, não a encontrou. Foi o seu pai que o recebeu e Afonso aproveitou para ter uma conversa séria com ele. Disse-lhe que, durante todo o tempo que estivera fora, tinha aproveitado para reflectir sobre o que realmente sentia pela sua filha, e tinha chegado à conclusão que não queria perdê-la.

Não tinha planeado envolver-se com Débora, mas as circunstâncias tinham-nos unido, e ele estava disposto a lutar por ela, a fazer tudo para ficarem juntos, mesmo que para isso tivesse que perder a amizade do seu pai.

No entanto, não era isso que ele queria. Tinha ido em paz, disposto a continuar a ser o seu grande amigo, e pedir-lhe a mão de Débora em casamento. Est perguntou-lhe, então, se tinha falado com Catarina sobre isso, e Afonso confirmou-lhe que Catarina já sabia da sua decisão, e tinha voltado para Nova Iorque.

Então, para grande alegria de Afonso, o pai de Débora disse-lhe que já tinha aceitado o amor dos dois e que, ao vê-lo assim tão determinado em ficar com a sua filha, não tinha mais dúvidas de que ele estava a ser sincero. Por isso, aceitava-o, não só como amigo mas também como futuro genro.

Nesse momento chegou Débora que, ao ver Afonso em sua casa, não sabia como reagir. Queria abracá-lo e beijá-lo, mas não sabia se era recíproco. Não sabia se ele estava ali para ficar, ou terminar com ela. O seu pai deixou-os sozinhos, e Afonso não a fez sofrer mais, perguntando-lhe se era daquela forma que ela recebia o seu futuro marido!

Débora correu para os seus braços e, depois de matarem todas as saudades, conversaram sobre o que lhes tinha acontecido durante aqueles três meses, em que tinham estado longe um do outro, e do motivo pelo qual ele ali estava. Ela estava muito feliz, mas preocupada com a reacção do pai, quando lhe dissessem que iriam casar, mesmo contra a vontade dele.

Afonso explicou-lhe, então, que não teriam mais que enfrentar o pai dela, porque este já os tinha aceitado. E foi nessa altura que ele voltou a entrar na sala, e os felicitou, confirmando a Débora que era verdade e que, se ela estava feliz, isso era o mais importante para ele.

Apesar de todas as provas pelas quais tinham passado, o seu amor tinha-se mostrado mais forte. E, agora, teriam todo o tempo do mundo para vivê-lo, e serem felizes!

 

 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Com quem deve ficar Débora - Raúl ou Afonso?

 

E agora que nos estamos a aproximar do final desta história, com quem é que acham que a Débora deve ficar? 

Estão a torcer por que casal - Débora e Raúl, ou Débora e Afonso?

Deixem aqui a vossa sugestão!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXVII

 

Catarina, a grande paixão de Afonso, que o tinha deixado para ir trabalhar em Nova Iorque, estava de regresso. E vinha disposta a reconquistar Afonso de qualquer maneira, depois de perceber que ele era mais importante que uma boa posição, e que tinha errado ao ir embora.

Débora informou-a, então, que ele tinha viajado a trabalho, e que só voltaria dali a dois meses. Disse-lhe em que cidade ele estava, mas que não sabia mais nada, porque ele ainda não tinha ligado nem dado qualquer notícia.

Achou por bem não lhe contar nada do que se tinha passado entre Afonso e ela, porque deveria ser este a falar com ela. Catarina não perdeu tempo, e propôs-se a ir atrás dele, para recomeçarem a relação que tinham deixado a meio, deixando Débora sem saber o que fazer.

Também ela teve vontade de ir atrás de Afonso, mas a sua presença na revista era imprescindível e, além disso, Catarina e Afonso tinham mesmo que conversar sozinhos.

No entanto, muitas dúvidas lhe vieram à cabeça. 

Será que Afonso ainda sentia alguma coisa por Catarina? Será que não a tinha esquecido? Só dali a dois meses, quando ele regressasse, teria a resposta para todas as suas perguntas.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXVI

 

De facto, a cabeça de Débora dizia-lhe isso. Mas o seu coração tinha ficado dividido. Raúl tinha sido a sua primeira paixão, havia qualquer coisa nele que sempre a tinha perturbado, que a atraía, que a fazia sentir de uma maneira como nunca ninguém o tinha feito.

E, ao saber que estava inocente, e que ainda gostava dela, ficou sem saber se o que sentia por Afonso era mesmo amor e raúl representava uma relação que poderia ter sido maravilhosa, mas que já não se poderia repetir ou se, pelo contrário, o que sentia por Afonso era apenas uma atracção provocada pelas circunstâncias, e o que sentia por Raúl era um grande amor que tinha, agora, uma nova oportunidade de ser vivido.

Já tinha passado um mês, e Afonso não tinha dado notícias. Raúl recomeçara a procurar Débora, e as dúvidas dela aumentavam de dia para dia. Nunca mais tocara no assunto com o pai, mas ele tinha esperança que a sua filha ficasse com Raúl.

No entanto, Débora teria ainda mais surpresas para pôr à prova os seus sentimentos!

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...