Nunca chegou a telefonar-lhe, porque sabia que não era a pessoa indicada para si, e tentou esquecer aquela noite e aquele homem. Só que ele não deixou que isso acontecesse.
Uns dias depois, quando Débora estava a chegar a casa, encontrou Raúl à sua espera. Havia alguma coisa nele que a deixava perturbada, mas não podia deixar que ele percebesse.
Perguntou-lhe o que é que ele estava ali a fazer e, quando ele lhe disse que tinha vindo convidá-la para sair, levou um "não" como resposta.
Débora já ia a entrar em casa quando Raúl a puxou para si, e lhe perguntou porque é que ela não lhe tinha telefonado. Disse-lhe que sabia perfeitamente que ele não lhe tinha sido indiferente naquela noite na discoteca, assim como ela não o fora para ele, e que queria conhecê-la melhor.
Mas Débora não lhe deu oportunidade para mais nada e entrou, deixando-o a falar sozinho. No dia seguinte recebeu, logo pela manhã, um telefonema. Não podia ser!
Como é que ele tinha descoberto o seu número? E porque é que insistia tanto em querer conhecê-la, depois de tudo o que ela lhe tinha dito?
Acabou por aceitar sair com ele. Se o que ele queria era conquistá-la e, depois, deixá-la, então ia ter uma surpresa.
Se ele queria brincar, então não sabia com quem se estava a meter. Era ela que ia brincar com ele!
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