quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Amor de Verão - II

Serrambi - PE


Quando acordou, o sol estava a pôr-se. Levantou-se, decidida a ir para casa, e só então reparou que não estava sozinha.


Havia um rapaz naquela praia. Quando os seus olhos se cruzaram, ficaram como que hipnotizados. Aproximaram-se um do outro, sem nunca desviarem o olhar. Lara não sabia quem ele era nem o que estava ali a fazer. Por um lado, tinha receio, porque estavam sozinhos. Mas por outro, queria conhecê-lo, falar com ele. Nunca lhe tinha acontecido nada assim.


Ficaram frente a frente, o olhar um para o outro, até que Lara quebrou o silêncio e lhe perguntou se andava perdido. Ele, com um sorriso nos lábios, respondeu-lhe que naquele momento já não estava!


Lara ficou atrapalhada, sem saber o que dizer. Quis sair dali, com a desculpa de já ser tarde e ter que ir para casa, mas ele segurou-a. Pediu-lhe que não fosse embora sem antes conversarem um pouco.


Chamava-se Luís. Contou a Lara que costumava ir àquela praia sempre que tinha algum problema, para poder pensar com calma e encontrar a melhor forma de o resolver.


Ela, por sua vez, explicou-lhe que estava a passar férias, e que se tinha instalado numa casa que pertencia aos seus tios.


Ficaram ali sentados a conversar e sentiam-se tão bem que nem deram pelo tempo passar.


Quando Lara reparou, já era noite. As estrelas brilhavam no céu e o frio não se fazia sentir. A lua cheia iluminava o mar sereno. Uma estrela cadente desceu, e Luís disse a Lara que pedisse um desejo!


Era tarde. Tinham que se despedir. Levantaram-se e, antes que Lara pudesse dizer alguma coisa, Luís puxou-a para si e beijou-a apaixonadamente. Lara correspondeu mas, logo de seguida, pediu para ele a soltar. Tinha mesmo que ir.

4 comentários:

  1. Uma romântica como eu só poderia gostar do que li.
    Boa semana

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  2. Obrigada! Isto andava aqui um bocadinho abandonado, vamos lá ver se é desta que as histórias saem :)

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  3. Bom . Ficamos à espera da continuação.

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  4. Certo! Mas não esperem grande coisa, afinal, tinha os meus 17/18 anos quando escrevi! Já lá vão uns bons aninhos :)

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