Luís, ao princípio, não acreditou no que ela lhe estava a dizer, mas Lara foi de tal maneira convincente, que as suas dúvidas se dissiparam. Abriu a porta e surgiu à sua frente o irmão de Lara, que entretanto tinha chegado.
Magoado, Luís disse-lhe que ela não perdia tempo, e que desejava que fossem muito felizes. Lara, igualmente magoada, respondeu-lhe que desejava o mesmo para ele e para a namorada.
Luís não percebeu, naquele instante, porque teria Lara mencionado “namorada”, se nunca o tinha visto antes. Além do mais, ele não namorava com ninguém. Só mais tarde lhe ocorreu a única explicação possível – possivelmente, tinha-o visto na praia, na tarde anterior, na companhia daquela mulher. De qualquer forma, não valia a pena explicar-lhe quem ela era.
Enquanto isso, na casa de praia, o irmão de Lara perguntou-lhe quem era aquele homem que tinha saído dali, mas Lara pediu-lhe que esquecesse esse assunto. Regressaram à cidade. Deixou Lara em casa mas não esqueceu o que tinha visto. Apercebeu-se que Lara sentia alguma coisa por aquele homem mas, por algum motivo, tinham-se desentendido.
Sabia que Lara já tinha sofrido muito, e resolveu ajudá-la. Voltou à praia e, por sorte, Luís ainda lá estava. Foi ao seu encontro e perguntou-lhe se podiam falar. Luís não se mostrou muito interessado. Ainda assim, o irmão de Lara sentou-se e começou a falar.
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