Aconteceu tudo muito depressa: estava a ouvir a explicação da guia turística quando, de repente, ouviu um barulho e, logo em seguida, o desabamento das grutas por cima da sua cabeça.
Enquanto uns corriam para um lado, e outros para o outro, ela conseguiu fugir para uma das salas da gruta, onde acabou por ficar encurralada. Juntamente com ela, um outro rapaz que tivera a mesma ideia.
Estava escuro naquela sala fria e húmida. Tinham ficado sem electricidade. Reinava, de novo, o silêncio. Que apenas era interrompido quando uma gota de água caía, esporadicamente, no lago.
O que teria acontecido? Será que alguém tinha conseguido sair dali?
Olharam um para o outro e perguntaram-se o que deveriam fazer. Tentaram abrir uma passagem durante várias horas mas perceberam que, com o esforço, depressa gastariam o oxigénio de que precisavam, até que alguém os viesse buscar.
Sentaram-se então, e esperaram. Como tinham parado, começaram a ficar com frio e encostaram-se um ao outro, para se aquecerem. Apresentaram-se e falaram sobre as suas vidas.
O tempo passou, e não aparecia ninguém, nem tão pouco ouviam algum som que indicasse que estavam a tentar salvá-los.
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