Na manhã seguinte, Gabriela chegou ao escritório com Bruno e, depois de fazerem contas, chegaram à conclusão que os danos eram enormes: tinham gasto bastante dinheiro com a organização do desfile, tinham que pagar os tecidos utilizados para a confecção das peças, e os que estavam em exposição, à fábrica de Daniel.
Além do grande prejuízo que resultava para a sua empresa, porque era uma enorme quantidade de peças, nas quais tinham gasto tempo e dinheiro, e que não venderiam. E isto para não falar das duas encomendas que recusaram para se poderem dedicar àquele projecto.
O dinheiro que Bruno lhe emprestara dava para cobrir todos os danos, mas Gabriela não teria como pagar o empréstimo, uma vez que o capital da empresa teria que ser aplicado na compra de novos tecidos, e para se manter em funcionamento.
Foi então que Bruno a pediu em casamento! E, como sua mulher, não teria mais que lhe pagar a dívida.
E deu-lhe a entender que, se só ela e Daniel tinham a chave, e ela, obviamente, não tinha feito aquilo, só poderia ter sido Daniel.
Talvez tivesse algum acordo com alguém da concorrência, e tudo não tivesse passado de um golpe para derrubar a empresa dela.
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