Hospedou-se num hotel em Lisboa e, assim que terminou de se instalar, decidiu ir dar um passeio até à vila da Ericeira.
Passava pelo centro da vila quando, de repente, viu o homem que lhe aparecia nos sonhos! Não era possível!
Parecia que já o conhecia há muito tempo e, no entanto, nunca ali tinha estado. Ou será que tinha?
Estava a pensar nisto quando o homem, que entretanto reparou nela, a olhou fixamente, ficando em estado de choque. Ao fim de algum tempo, pronunciou um nome - Helena!
Esta, sem saber o que dizer, perguntou-lhe quem ele era, e como sabia o seu nome. Paulo, por sua vez, perguntou-lhe o que tinha acontecido, e se ela já o tinha esquecido.
Helena continuava imóvel, sem saber o que estava a acontecer. Por fim, disse-lhe que ele devia estar a confundi-la com outra pessoa. Que não o conhecia e que era a primeira vez que ali estava.
Paulo pensou que era impossível haver uma pessoa tão parecida com a sua namorada. Tinha que ser Helena. Mas porque é que ela fingia não o conhecer?
Seria possível que a sua doce Helena fosse tão desprezível, a ponto de simular a própria morte, até para a família, e aparecer agora como se nada tivesse acontecido?
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