Patrícia ia todos os meses visitar o seu namorado, que estava preso há cerca de dois meses, enquanto aguardava pelo julgamento.
Por vontade dela, ficava lá o tempo todo, mas não era permitido e, além disso, tinha que trabalhar e não podia faltar.
Ainda se lembrava perfeitamente de como tudo tinha acontecido, e não podia acreditar que as leis fossem a favor dos criminosos, e não daqueles que se tentam defender como podem, simplesmente porque a polícia nada faz.
Um homem tinha tentado roubá-la e violá-la, e David tentou protegê-la, salvá-la de quem lhe queria fazer mal. A única coisa de que se lembrou foi de pegar na arma que costumava ter consigo no carro, e disparar.
Infelizmente, acertou num dos órgãos vitais do homem, e acabou por lhe tirar a vida. Por isso, foi preso, e iria ser julgado.
Apesar de não ter antecedentes criminais, o seu advogado não conseguiu que ele aguardasse o julgamento em liberdade.
Sentia-se muito injustiçado mas, pelo menos, tinha valido a pena, porque não deixara que nada de mal acontecesse a Patrícia, e isso era o mais importante.
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