Nem queriam acreditar!
Recorreram da sentença, mas a única coisa que conseguiram foi uma redução da pena para 7 anos.
Patrícia prometeu a David que esperaria por ele e que, depois, se casariam. E, para ele, aquela promessa foi o suficiente para o ajudar a suportar tantos anos numa prisão.
Acreditava que ela o amava como ele a ela, e que ainda seriam muito felizes, quando ele saísse.
Nunca quis que ela o fosse visitar, para que não o visse naquele, nem naquelas condições. E, apesar de Patrícia ter insistido que aquele pedido era absurdo, fez-lhe a vontade.
Por isso, desde o dia em que David foi levado para a prisão onde iria cumprir a pena, comunicavam apenas por cartas que, com o tempo, foram diminuindo.
David era atacado constantemente na prisão - batiam-lhe, roubavam-no e ameaçavam-no e, por vezes, pensava que não sairia dali com vida.
Além disso, fartava-se de trabalhar e praticamente não comia, mas não queria, de forma alguma, que Patrícia se sentisse culpada. Por isso, nas cartas que escrevia, nunca se queixava.
Mas aquela situação transformou-o. Tornou-o mais agressivo. E chateava-se com as palavras que Patrícia lhe escrevia, sempre a consolá-lo. Imaginava que ela tinha pena dele e, por isso, deixou de responder às suas cartas, o que fez com que, também ela, desistisse de lhe escrever.
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