sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo III


 


O facto de estar sempre bem disposta, com um sorriso nos lábios, e de nada a aborrecer, fazia com que todos se sentissem bem ao seu lado, e na sua companhia.


Mas com quem Débora se dava melhor era com um grande amigo do seu pai, que frequentava com regularidade a casa. Afonso trabalhava como investigador independente mas, muitas vezes, ajudava o pai de Débora nos casos mais complicados que a polícia não conseguia resolver sozinha.


Apesar de já ter quarenta anos, continuava solteiro. Não pensava da mesma forma que Débora mas, apesar de na altura ter um relacionamentocom uma mulher da sua idade, de quem gostava muito, esta não parecia muito interessada em casar com ele. Dava mais importância ao seu trabalho e acabou por deixá-lo, após aceitar uma posição importante que lhe ofereceram, numa filial em expansão da empresa onde trabalhava, em nova Iorque.


Para Débora, Afonso era como um irmão mais velho, estavam sempre na brincadeira um com o outro e, quando catarina o deixou, foi Débora quem lhe deu força e tentou animá-lo, com a sua boa disposição e carinho.


E isso fez muito bem a Afonso. Achava muita graça à forma como Débora falava, como se já fosse uma mulher muito experiente, e ele um adolescente apaixonado!

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