O carro dele estava à porta, por isso, ele estava em casa. A porta estava encostada. Débora entrou, mas não viu ninguém na sala. Também não ouviu vozes mas, quando se aproximou do quarto, viu uma mulher deitada na cama. Na mesma cama onde ela própria tinha estado na noite anterior.
Não quis ver mais nada e saiu dali, sem que ninguém desse conta da sua presença. Como é que ela se tinha deixado enganar daquela maneira? Era óbvio que ela era só mais uma mulher que ele queria levar para a cama e, como já o tinha conseguido, não lhe interessava mais. Já tinha sido substituída.
Nunca se devia ter deixado levar pelos seus sentimentos. Porque é que não tinha levado em conta os avisos dos seus colegas? Agora não podia fazer mais nada, a não ser esquecê-lo.
E, se ele a procurasse mais alguma vez, seria ela a dispensá-lo. A dizer que aquela noite não tinha tido a mínima importância para ela, e que já o tinha esquecido!
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