O que é que tinha acontecido?
Sempre tinha considerado Afonso um amigo, ou um irmão. Mas tinha gostado daquele beijo.
E ele, porque é que tinha fugido? Gostaria mesmo dela ou teria feito aquilo só para a animar?
Queria uma resposta a todas estas perguntas, mas só a teve uns dias mais tarde, quando Afonso voltou
à sua casa. Débora não queria forçar nada, e tratou-o como se nada se tivesse passado. Afonso pediu-lhe, então, desculpa pela sua atitude, e prometeu-lhe que não voltaria a acontecer.
Disse-lhe que queria apenas mostrar que havia pessoas que gostavam dela, mas não devia ter ido tão longe.
Débora perguntou-lhe então se isso significava que era apenas amizade o que ele sentia por ela, mas Afonso, sabendo que não lhe poderia mentir, explicou-lhe que nunca poderia haver nada entre eles, por causa da amizade com o seu pai, e da confiança que este tinha depositado nele.
Há sempre um mas...Muitas vezes é esse mas, mera fuga para uma incerteza que pode matar de vez um amor.
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