Nunca mais voltou a ter a mesma relação com Afonso, e o seu pai reparou que alguma coisa se passava entre os dois. Mas como eles insistiam em dizer que era só impressão sua, não se preocupou mais.
Chegou o dia do aniversário de Débora, e esta resolveu convidar os seus amigos da revista e da universidade, alguns familiares e, é claro, Afonso, para comemorar o seu aniversário.
Débora estava ainda mais bonita que na festa da reforma do seu pai.E um primo seu, que já não via há bastante tempo, não a largou durante grande parte da noite.
Afonso sentia ciúmes, mas não podia dizer nem fazer nada. Quando Débora foi até à cozinha beber um pouco de água fresca para matar a sede com que tinha ficado, por ter dançado durante tanto tempo, Afonso entrou também, pouco depois.
Débora perguntou-lhe se ele se estava a divertir, ao que ele lhe respondeu que não tanto como ela. Débora acabou de beber a água e já ia a sair quando Afonso lhe perguntou se o rapaz com quem tinha estado toda a noite era o seu namorado.
Ela quis saber qual era o interesse dele, mas Afonso respondeu-lhe que era mera curiosidade, como seu amigo que era.
Débora ripostou que amigo ele não era mais, desde que tinha decidido afastar-se dela sem motivo nenhum.
Afonso, por sua vez, observou que ela não devia ter sentido muito a sua falta, uma vez que estavam ali tantos amigos seus, com quem tinha conversado e dançado toda a noite.
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