segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Amores Desencontrados - Final 1

 

Passaram-se dois meses e Débora estava ansiosa por falar com Afonso.Tinha tanta coisa para lhe dizer, tantas novidades para lhe contar. Mas, ao mesmo tempo, estava com medo da sua chegada. Não sabia se Catarina o tenha encontrado, se tinham conversado, e o que tinha resultado dessa conversa.

Débora sabia, finalmente, que o que tinha sentido por Raul era paixão, uma paixão que a marcou e que fez com que conhecesse o verdadeiro amor, e era essa amor que ela sentia por Afonso. Ele era o homem da sua vida, aquele por quem sempre tinha esperado.

Raúl aceitou que a tinha perdido, e resolveu procurar a sua felicidade longe dela. Até o seu pai, ao ver que os seus sentimentos por Afonso eram demasiado fortes, ao ponto de ter rejeitado o seu ex-namorado, desistiu de lutar contra esse amor e decidiu que, se Afonso sentisse o mesmo por ela, não se oporia à união dos dois. Mas antes de dizer alguma coisa a Débora, teria que falar primeiro com Afonso.

Tinha-se sentido traído porque sempre o considerara um grande amigo, e nunca lhe passara pela cabeça que pudesse vir a gostar da sua filha e namorar com ela, porque nunca lhe tinham dito nada sobre o que se passava, e porque tinha medo que Afonso fizesse Débora sofrer. 

Poderia ainda não ter esquecido Catarina, e andar a enganar a filha. Com o tempo, percebeu que estava enganado. Que não se pode mandar nos sentimentos dos outros e que, se a felicidade da filha fosse ao lado de Afonso, ele tinha que os apoiar.

Débora não sabia ao certo em que dia ele ia chegar, mas não podia ficar em casa à sua espera. No trabalho, sempre se distraía e ocupava a cabeça com outros pensamentos.

Por isso, quando Afonso a procurou em sua casa, não a encontrou. Foi o seu pai que o recebeu e Afonso aproveitou para ter uma conversa séria com ele. Disse-lhe que, durante todo o tempo que estivera fora, tinha aproveitado para reflectir sobre o que realmente sentia pela sua filha, e tinha chegado à conclusão que não queria perdê-la.

Não tinha planeado envolver-se com Débora, mas as circunstâncias tinham-nos unido, e ele estava disposto a lutar por ela, a fazer tudo para ficarem juntos, mesmo que para isso tivesse que perder a amizade do seu pai.

No entanto, não era isso que ele queria. Tinha ido em paz, disposto a continuar a ser o seu grande amigo, e pedir-lhe a mão de Débora em casamento. Est perguntou-lhe, então, se tinha falado com Catarina sobre isso, e Afonso confirmou-lhe que Catarina já sabia da sua decisão, e tinha voltado para Nova Iorque.

Então, para grande alegria de Afonso, o pai de Débora disse-lhe que já tinha aceitado o amor dos dois e que, ao vê-lo assim tão determinado em ficar com a sua filha, não tinha mais dúvidas de que ele estava a ser sincero. Por isso, aceitava-o, não só como amigo mas também como futuro genro.

Nesse momento chegou Débora que, ao ver Afonso em sua casa, não sabia como reagir. Queria abracá-lo e beijá-lo, mas não sabia se era recíproco. Não sabia se ele estava ali para ficar, ou terminar com ela. O seu pai deixou-os sozinhos, e Afonso não a fez sofrer mais, perguntando-lhe se era daquela forma que ela recebia o seu futuro marido!

Débora correu para os seus braços e, depois de matarem todas as saudades, conversaram sobre o que lhes tinha acontecido durante aqueles três meses, em que tinham estado longe um do outro, e do motivo pelo qual ele ali estava. Ela estava muito feliz, mas preocupada com a reacção do pai, quando lhe dissessem que iriam casar, mesmo contra a vontade dele.

Afonso explicou-lhe, então, que não teriam mais que enfrentar o pai dela, porque este já os tinha aceitado. E foi nessa altura que ele voltou a entrar na sala, e os felicitou, confirmando a Débora que era verdade e que, se ela estava feliz, isso era o mais importante para ele.

Apesar de todas as provas pelas quais tinham passado, o seu amor tinha-se mostrado mais forte. E, agora, teriam todo o tempo do mundo para vivê-lo, e serem felizes!

 

 

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...