sexta-feira, 13 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - V

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Daniel, o representante da fábrica de tecidos, já se encontrava à sua espera na sala de reuniões.


Era um homem moreno, de olhos verdes, um pouco mais alto que Gabriela, e aparentava estar perto dos 30 anos.


Quando o viu, pareceu-lhe que o conhecia de algum lado. No entanto, nunca se tinha encontrado. Era a primeira vez que tratava de negócios com aquela fábrica.


Gabriela entrou, apresentou-se, e começaram, então, a falar do projecto.


A ideia era organizar um desfile onde, ao mesmo tempo, se apresentassem novos tecidos e materiais nunca antes utilizados na confecção de vestuário, e as respectivas peças de roupa produzidas com esses tecidos e materiais, com a marca da empresa.


Duas empresas em expansão, aliadas com o objectivo de dar a conhecer melhor os seus produtos e satisfazer, cada vez mais e melhor, os clientes.


Daniel considerou aquela ideia excelente, e lucrativa para ambas as partes. Além disso, todas as despesas com a organização do desfile ficariam por conta de Gabriela.


Depois de combinados todos os detalhes, deram por terminada a reunião, e despediram-se. Daniel tinha outros compromissos, e Gabriela tinha que começar a pôr em prática a sua ideia. Já não havia muito tempo.


 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - IV

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Gabriela era uma mulher de 24 anos, alta e morena, que morava sozinha, e trabalhava na empresa do avô. Empresa essa que produzia e comercializava uma marca exclusiva de roupas para homem e senhora - GABBY MODAS.


O avô tinha escolhido este nome porque gostava muito da sua única neta, e porque queria que, mais tarde, quando ele já não pudesse, fosse ela a assumir a direcção.


Namorava, há alguns meses, com um rapaz da sua idade mas, embora nunca tivesse tido problemas, sentia que aquele namoro não tinha futuro.


Cada vez se afastavam mais porque Gabriela tinha muito trabalho, e Bruno viajava frequentemente em negócios, não sobrando quase tempo nenhum para estarem juntos. Na verdade, também não sentia muito a sua falta. Bruno tinha muito dinheiro, e achava que podia comprar o seu amor, mas isso nunca iria acontecer.


Naquela manhã, levantou-se mais cedo e tomou um banho rápido. Vestiu-se, tomou o pequeno almoço, e seguiu para o trabalho. Ia ter uma reunião importante com o representante de uma fábrica de tecidos, e queria causar boa impressão.


Apesar de ainda ficar um pouco distante da sua casa, conseguiu chegar ao escritório pontualmente.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - III

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Acordou na cama de um hospital, sozinha, até que o médico veio ter com ela, e lhe explicou o que tinha acontecido.


Tinha estado fechada na gruta durante dois dias, durante os quais os bombeiros tinham tentado encontrar alguém que tivesse ficado preso lá dentro, e acabara por perder os sentidos.


Quando abriram a passagem que dava para aquela sala e a viram, trouxeram-na, de imediato, para o hospital, onde ficou internada.


Quanto ao rapaz que estava com ela, fora levado por familiares para uma clínica privada, e não tinham, qualquer informação sobre quem era, nem sobre o que lhe teria acontecido depois.


Como estava muito fraca, permaneceu internada durante uma semana, sem que alguém a viesse visitar, já que ninguém dali a conhecia.


Pensava naquele rapaz que tinha ficado com ela na gruta. Em como ele estaria. no beijo que tinham dado. Nunca tivera muita sorte com os rapazes, mas aquele parecia diferente.


Quando saiu do hospital, ainda tentou procurá-lo, saber alguma coisa sobre ele. Mas ninguém soube informá-la.


As férias estavam estragadas, e não valia a pena continuar naquela cidade estranha. Decidiu, então, voltar para casa.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - II

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Ela começou a ficar com medo. A entrar em pânico. Ele tentou acalmá-la.


Sentiram-se atraídos e acabaram por se beijar.


Um beijo que durou apenas alguns segundos porque um novo desabamento fez com que ele fosse atingido na cabeça e ficasse inconsciente. Ela tentou reanimá-lo, mas não conseguiu. E, a verdade é que, também ela, não estava bem.


O oxigénio estava a esgotar-se, e o frio e a humidade da gruta pioravam a sua situação. 


Como era verão, tinha vindo com um vestido curto de alças, e agora estava arrependida.


Ao fim de algumas horas, acabou por adormecer.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - I

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 Aconteceu tudo muito depressa: estava a ouvir a explicação da guia turística quando, de repente, ouviu um barulho e, logo em seguida, o desabamento das grutas por cima da sua cabeça.


Enquanto uns corriam para um lado, e outros para o outro, ela conseguiu fugir para uma das salas da gruta, onde acabou por ficar encurralada. Juntamente com ela, um outro rapaz que tivera a mesma ideia.


Estava escuro naquela sala fria e húmida. Tinham ficado sem electricidade. Reinava, de novo, o silêncio. Que apenas era interrompido quando uma gota de água caía, esporadicamente, no lago.


O que teria acontecido? Será que alguém tinha conseguido sair dali?


Olharam um para o outro e perguntaram-se o que deveriam fazer. Tentaram abrir uma passagem durante várias horas mas perceberam que, com o esforço, depressa gastariam o oxigénio de que precisavam, até que alguém os viesse buscar.


Sentaram-se então, e esperaram. Como tinham parado, começaram a ficar com frio e encostaram-se um ao outro, para se aquecerem. Apresentaram-se e falaram sobre as suas vidas.


O tempo passou, e não aparecia ninguém, nem tão pouco ouviam algum som que indicasse que estavam a tentar salvá-los.

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...