quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Reencontro - IV

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Contou então que tinha casado há três anos com Vasco e que, após a sua morte, tinha vindo para Portugal passar uma temporada.


Paulo explicou que o conseguiram tirar do carro e que, quando iam então buscá-la, se tinha dado a explosão. Convenceram-se de que helena tinha morrido carbonizada no carro.


felizes por estarem juntos novamente, retomaram o namoro, enquanto que os pais de Helena recuperavam a filha perdida.


Mas havia algo por explicar: quem era Vasco?

terça-feira, 21 de abril de 2015

O Reencontro - III

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Não, não podia ser! Tinha que falar com Helena e esclarecer tudo. Mas por onde começava?


Helena, por sua vez, estava cada vez mais confusa. Começaram a surgir na sua mente imagens sem sentido até que, por fim, sem saber porquê, pronunciou o nome Paulo, e desmaiou.


Paulo levou-a para o seu carro, depois de a ter reanimado, e perguntou-lhe o que tinha acontecido. Helena compreendia agora porque o via nos seus sonhos e porque já o conhecia. Lembrara-se de tudo. Tinha recuperado a memória!


Recordava-se de tudo o que tinham passado juntos, e do dia em que tinham decidido ir ter com os pais de Paulo ao Algarve. Iam  na estrada quando aquele carro se atravessou à frente, e os fez despistar.


Naquela altura, depois do acidente, estivera alguns dias no hospital e, quando acordara, não se lembrava de nada. 


Vasco, que se apresentou como seu noivo, fê-la acreditar que não tinha mais ninguém a não ser ele, e inventou uma história para que não procurasse a sua família.


Helena não tinha razão para duvidar de Vasco, e partiu com ele para França.


 


 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O Reencontro - II

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Hospedou-se num hotel em Lisboa e, assim que terminou de se instalar, decidiu ir dar um passeio até à vila da Ericeira.


Passava pelo centro da vila quando, de repente, viu o homem que lhe aparecia nos sonhos! Não era possível!


Parecia que já o conhecia há muito tempo e, no entanto, nunca ali tinha estado. Ou será que tinha?


Estava a pensar nisto quando o homem, que entretanto reparou nela, a olhou fixamente, ficando em estado de choque. Ao fim de algum tempo, pronunciou um nome - Helena!


Esta, sem saber o que dizer, perguntou-lhe quem ele era, e como sabia o seu nome. Paulo, por sua vez, perguntou-lhe o que tinha acontecido, e se ela já o tinha esquecido.


Helena continuava imóvel, sem saber o que estava a acontecer. Por fim, disse-lhe que ele devia estar a confundi-la com outra pessoa. Que não o conhecia e que era a primeira vez que ali estava.


Paulo pensou que era impossível haver uma pessoa tão parecida com a sua namorada. Tinha que ser Helena. Mas porque é que ela fingia não o conhecer?


Seria possível que a sua doce Helena fosse tão desprezível, a ponto de simular a própria morte, até para a família, e aparecer agora como se nada tivesse acontecido?

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O Reencontro - I

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Helena regressava, quatro anos depois, a Portugal.


Em França, deixara a casa onde tinha morado com o seu falecido marido aos cuidados de uma velha senhora, ama daquele, e amiga de Helena desde que a conheceu.


Vasco sempre fora um marido exemplar, e Helena sofreu muito com a sua morte. Além disso, tinha constantemente pesadelos em que se via, a ela e a outro homem, num carro, depois um trágico acidente e, por fim, acordava sem saber o desfecho dos sonhos.


Foi, por isso, aconselhada pelo seu médico a viajar. A passar algum tempo longe daquela terra, e recuperar-se de tudo o que acontecera.


E assim fez.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Amor à Primeira Vista - Final

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Gabriela explicou-lhe então que, desde a primeira vez que o vira, ficara com a sensação de que já o conhecia. Falou-lhe da cicatriz que lhe viu, mas que o nome e a profissão diferentes a tinham deixado na dúvida.


Daniel nunca lhe mentira, de facto. Na verdade, o seu nome era Carlos Daniel, apesar de a maior parte das pessoas o tratar somente por Daniel. E, naquela altura, ocupava os tempos livres com a fotografia, para depois organizar exposições. Só parou quando assumiu os negócios do pai.


Também Gabriela era, há uns anos atrás, modelo, chegando mesmo a desfilar com as colecções do avô. Só mais tarde desistiu das passarelas, para estar atrás de uma secretária a dar a cara pela empresa. E, quanto ao nome, não era seu, mas até podia ter sido. Na verdade, a mãe sempre lhe quisera dar o nome de Diana.


Todos os mistérios estavam, assim, desvendados, e não havia mais segredos entre eles. Estavam exactamente na sala onde tinham ficado fechados. Onde se tinham conhecido e apaixonado. Onde se tinham beijado pela primeira vez e onde tinham sido separados.


Mas, agora, estavam juntos e iriam continuar assim. Abraçaram-se e beijaram-se apaixonadamente, até que o guia turístico os veio chamar, pois a visita tinha terminado, e tinham que sair.


Em poucos anos, conseguiram restituir o dinheiro ao pai de Daniel, paesar de este insistir que não lhe deviam nada.


Gabriela, que tinha casado com Daniel já grávida dele, teve um casalinho de gémeos e decidiram chamar-lhes Carlos e Diana!


A família estava completa!

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...