terça-feira, 15 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo V


 


Quem seria aquele homem que chamava a sua atenção daquela maneira? Não conseguia deixar de olhar para ele, e nem ele para ela, apesar de estar com outras mulheres.


Mas depressa o encanto se quebrou, quando uma colega de Débora a preveniu que Raúl era um mulherengo, que tentava sempre conquistar todas as mulheres, mas nunca se prendia a nenhuma. Depois de conseguir o que queria, deixava-as, e partia para a próxima conquista.


Foi o suficiente para Débora não lhe dar conversa, quando ele se aproximou para falar com ela. Apesar disso, ele não desistiu, e sentou-se na sua mesa, apresentou-se, e disse-lhe que nunca tinha conhecido ninguém como ela.


Débora tinha sempre uma resposta para lhe dar, mas Raúl parecia não se importar com a forma como ela o estava a tratar. De facto cada um deles, à sua maneira, se estava a divertir com a situação, mas a diversão acabou quando Débora se levantou, e foi dançar com um dos seus colegas.


Raúl voltou, então, para junto das suas amigas mas, antes de se ir embora, deixou-lhe uma surpresa: pediu ao barman que lhe entregasse uma bebida, juntamente com um bilhete que continha o seu número de telemóvel.


A vontade de Débora foi deitá-lo fora, mas acabou por o guardar no bolso! 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo IV


 


Um dia, o pai de Débora resolveu fazer uma grande festa para comemorar a sua reforma, e convidou todos os seus colegas e respectivas famílias, para um jantar em sua casa.


Débora adorou a ideia do pai, e aproveitou para estrear o vestido novo que tinha comprado. Estava mais bonita que nos outros dias e, quando desceu as escadas, todas as atenções se viraram para ela.


Parecia uma outra mulher, e o seu pai sentiu-se muito orgulhoso, apesar de Débora não dar muita importãncia aos olhares que recaíam sobre ela.


Quem também a olhou de maneira diferente foi Afonso, que sentiu algo de estranho ao vê-la naquela noite. Pela primeira vez, não a via como a filha do seu melhor amigo, como uma irmã mais nova ou como uma amiga. Sentiu-se atraído por ela.


Mas Débora não se apercebeu de nada, e ele depressa esqueceu esse pensamento que o ocupou por um momento. Na verdade, ela estava longe de imaginar o que ainda iria acontecer nessa noite.


Os seus amigos, que também tinham ido à festa, convenceram-na a ir a uma discoteca nova que abria nessa noite, e foi lá que a vida de Débora se transformou completamente. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo III


 


O facto de estar sempre bem disposta, com um sorriso nos lábios, e de nada a aborrecer, fazia com que todos se sentissem bem ao seu lado, e na sua companhia.


Mas com quem Débora se dava melhor era com um grande amigo do seu pai, que frequentava com regularidade a casa. Afonso trabalhava como investigador independente mas, muitas vezes, ajudava o pai de Débora nos casos mais complicados que a polícia não conseguia resolver sozinha.


Apesar de já ter quarenta anos, continuava solteiro. Não pensava da mesma forma que Débora mas, apesar de na altura ter um relacionamentocom uma mulher da sua idade, de quem gostava muito, esta não parecia muito interessada em casar com ele. Dava mais importância ao seu trabalho e acabou por deixá-lo, após aceitar uma posição importante que lhe ofereceram, numa filial em expansão da empresa onde trabalhava, em nova Iorque.


Para Débora, Afonso era como um irmão mais velho, estavam sempre na brincadeira um com o outro e, quando catarina o deixou, foi Débora quem lhe deu força e tentou animá-lo, com a sua boa disposição e carinho.


E isso fez muito bem a Afonso. Achava muita graça à forma como Débora falava, como se já fosse uma mulher muito experiente, e ele um adolescente apaixonado!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - Capítulo II


 


Na verdade, Débora tinha alguns colegas que trabalhavam consigo, e outros que se tinham mantido desde a universidade, mas via-os apenas como amigos. Não pensava em namorar, e muito menos casar e ter filhos. Sentia-se bem como estava e só pensava no seu trabalho.


O seu pai gostava que ela tivesse seguido a sua profissão. No entanto, Débora preferiu enveredar por outro caminho.


Trabalhava numa revista para a qual escrevia todas as semanas, curiosamente, uma história de amor! Logo ela, que nunca tinha vivido nenhuma! Não era fácil. Tinha que ter muita imaginação para escrever sempre uma história diferente.


Além disso, era ela a responsável pela revisão de todos os textos, antes de a revista sair para as bancas.


Gostava muito do trabalho que fazia, e isso preenchia-a completamente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - Capítulo I


 


Débora sempre foi muito alegre e extrovertida, apesar de os primeiros anos da sua vida não terem sido fáceis.


A sua mãe morreu quando ela ainda era bebé e, desde então, o seu pai passou a ser a pessoa mais importante para ela. Por vezes, nos momentos em que mais precisava, sentia a falta de uma mãe mas, com o tempo, começou a falar dos seus problemas com o pai que se tornou, também, seu amigo e confidente.


O seu pai era polícia há mais de trinta anos, e a maior parte das pessoas que frequentavam a sua casa eram os seus colegas de profissão. Como tal, Débora habituou-se a conviver com os homens desde muito cedo e, talvez por isso, nunca se tenha interessado por nenhum.


O seu pai nunca a tinha visto com nenhum namorado, nem nos tempos em que estudava, nem agora que já era uma mulher de 25 anos!

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...