Tocou à campainha, e Patrícia abriu a porta.
Ficou estupefacta quando viu o seu ex-namorado à porta, porque não pensava mais nele, nem se lembrava que ele já deveria ter saído mas, no fundo, sabia que algum dia o inevitável iria acontecer.
Mandou-o entrar e sentar-se. Não sabiam como começar aquela conversa, que não era nada fácil. Por fim, patrícia perguntou-lhe há quanto tempo tinha saído, e o que pensava fazer agora que estava novamente livre.
David não percebeu bem a que liberdade se referia ela, se a da prisão, ou a da relação, mas aproveitou a ocasião para lhe dizer que, de facto, não sabia, porque pensava que tinha alguém à espera dele e, afinal, tinha-se enganado.
Patrícia apenas pediu que ele a perdoasse, como ela o tinha perdoado a ele. Perdoá-lo a ele? Era ele que tinha estado preso, e era ele que tinha sido traído!
Mas ela argumentou que fora por causa dele que o tinha esquecido. Porque ele não quisera aceitar o seu apoio, o seu carinho, a sua amizade e, ao invés disso, tinha-a afastado dia após dia, desque que fora preso.
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