Débora subiu a correr para o seu quarto, não aguentou mais, e começou a chorar como há muito tempo queria fazer, e tinha andado a evitar.
Nem mesmo Afonso, que subiu depois atrás dela para saber o que se tinha passado e como é que ela estava, a conseguiu acalmar.
Agradeceu-lhe por a ter ajudado com Raúl, mas pediu-lhe para a deixar sozinha. Afonso não insistiu, e saiu.
Mais tarde, quando Afonso conversou com o pai de Débora elhe explicou o que tinha acontecido, este ficou preocupado, e foi até ao quarto da filha, mas ela não estava lá.
Procuraram-na por toda a casa, telefonaram para os seus colegas mas nenhuma tinha visto nesse dia. Já era tarde e não tinham tido nenhum sinal dela.
O seu telemóvel tinha ficado em casa e não havia forma de contactá-la. Fartos de esperar em vão, Afonso ofereceu-se para ir procurá-la nos sítios que ela costumava frequentar, enquanto o seu pai ficava em casa, para o caso de ela, entretanto, aparecer.
Quando já estava a perder a esperança, recebeu um telefonema de uma colega de Débora, que lhe disse onde ela estava, e que talvez fosse melhor ir buscá-la.
De facto, quando lá chegou, encontrou Débora completamente embriagada e, apesar da sua insistência em ficar e beber mais, Afonso conseguiu tirá-la de lá, e fazê-la entrar no seu carro.
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