Estava impressionado com o estado em que Débora se encontrava. Logo ela, que sempre se mostrara tão forte, alegre e determinada, que nunca se deixava abalar por nada, e tinha sempre um perfeito controlo da sua vida, estava agora daquela maneira.
E, o pior, é que não sabia como a ajudar, porque ela não tinha contado nada. Sabia que o problema dizia respeito ao seu namorado, mas nada mais.
Telefonou para o pai de Débora a dizer-lhe que iam a caminho, e que Débora estava bem, para que ele não se preocupasse mais. E, enquanto o seu pai lhe foi preparar um café forte, Afonso levou-a ao colo até ao seu quarto.
Quando a deitou na cama, Débora puxou-o para si e pediu-lhe para a beijar. Perguntou-lhe se ele não sentia nada por ela, e porque é que não queria fazer amor com ela!
Foi muito difícil para Afonso resistir, mas sabia que ela estava sob o efeito do álcool, e que não fazia ideia do que estava a dizer. Débora acabou por adormecer.
Pôs um cobertor em cima dela, olhou-a uma última vez, e saiu.
Passou o resto da noite acordado, a pensar em Débora e na melhor forma de a esquecerporque estava, realmente, apaixonado por ela, e isso já não podia evitar.
Gostava da filha do seu melhor amigo, mas sabia que não era possível um relacionamento entre os dois.
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