Quando acordou, Débora não se lembrava de nada.
Foio seu pai que lhe contou do seu desaparecimento, e de como Afonso a tinha encontrado e levado para casa.
Era um homem assim que ela queria para si - atraente, carinhoso, simpático, sempre pronto a ajudar, cheio de qualidades, e que a entendia como ninguém.
Ficou surpreendida ao pensar que talvez fosse ele a sua cara metade, que talvez o homem da sua vida sempre tivesse estado tão perto, e ela nunca tivesse percebido isso.
Tinha que lhe agradecer por tudo o que ele tinha feito. contar-lhe o que a tinha levado àquela situação.
Tomou banho, vestiu-se, e esperou por Afonso para almoçarem juntos e conversarem. O pai tinha um almoço com os ex-colegas de profissão, e por isso podiam ficar à vontade.
Depois do almoço, instalaram-se no pequeno escritório do seu pai, e Débora explicou-lhe então como tinha conhecido Raúl, como se tinha apaixonado por ele, e o que tinha visto naquele dia na sua casa.
Falou-lhe de como tinha ignorado os avisos dos seus colegas, e se tinha deixado levar pelas suas palavras. E ainda se sentiu pior quando ele a acusou de o ter traído com Afonso e de o deixar por causa dele, quando ela é que tinha sido enganada.
Mas jurou a Afonso que Raúl pertencia ao passado, e que nunca mais se deixaria enganar. Tinha sido a primeira e última vez que se tinha apaixonado, porque sempre estivera certa em não se interessar por homem nenhum.
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