Depois de todos os convidados se terem ido embora, Débora procurou o seu pai, mas este não quis sabero que ela tinha para lhe dizer e informou-a que não queria mais ver Afonso na sua casa e muito menos com ela.
Tinha traído a sua confiança e não merecia mais a sua amizade. E avisou-a que, se ela insistisse em defendê-lo e ir atrás dele, então também não a queria ver mais na sua casa.
No entanto, no dia seguinte, ignorando as ameaças do pai, procurou Afonso, disposta a fazer tudo para ficar com ele. Mas parecia que nada abonava a seu favor.
Afonso explicou-lhe que teria de viajar nesse dia a trabalho, e ausentar-se durante dois ou três meses, uma vez que já se tinha comprometido, e não podia faltar com a sua palavra.
Apesar da insistência de Débora em ir com ele, e deixar a sua casa e o seu trabalho, Afonso disse-lhe que teriam muito tempo para estar juntos, e que não era preciso precipitarem-se.
Durante esse tempo, o seu pai poderia mudar de ideias e aceitá-lo e, além disso, poderiam reflectir sobre o que sentiam um pelo outro, e se realmente queriam ficar juntos.
Débora compreendeu que ele tinha razão. Não podia deixar o seu trabalho, que sempre fora tão importante para ela, e o seu pai era a sua única família, aquele que sempre fizera tudo por ela.
Mas garantiu-lhe que iria esperar por ele e que, por mais tempo que ele estivesse longe,não mudaria de ideias quanto ao que sentia por ele. Por isso, conformou-se com aquela separação temporária, e despediu-se.
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