quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXIII

 

Enquanto isso o seu pai, disposto a tirar Afonso da cabeça da sua filha, foi procurar Raúl para saber se ele realmente gostava da sua filha, e se era verdade que a tinha traído.

Contou-lhe o que Débora tinha visto em sua casa, e que tinha sido esse o motivo para ela o deixar. Que não o tinha deixado por outro homem mas que, se ele não lutasse por ela, a poderia perder.

Raúl confirmou-lhe que sempre tinha gostado de Débora e que, apesar de antes ter andado com várias mulheres, depois de a ter conhecido nunca mais se envolveu com ninguém. Nunca a tinha traído porque estava bem com ela. Era com Débora que ele queria viver a sua vida, e mais ninguém.

Por isso tinha pedido à sua ex namorada para ir a sua casa naquela tarde, buscar o que lhe pertencia e lá tinha deixado na esperança de que voltassem a reatar. Como ela não tinha maneira de lá ir, tinha-lhe emprestado o seu carro. Mas ele estivera o tempo todo no trabalho, até que ela regressou e lhe devolveu o carro.

Agora compreendia porque é que Débora não o quis ver mais, e arrependeu-se de a ter tratado tão mal quando foi a sua casa, mas ela também não lhe tinha dito nada, e ele não pudera explicar-se.

De qualquer forma, não podia agora chegar ao pé dela e dizer-lhe que estava inocente, porque ela não iria acreditar. Nem tão pouco iria confiar no seu pai, que queria separá-la de Afonso. A única maneira era pedir ajuda à única pessoa que não teria nada a ganhar com a verdade - a ex namorada de Raúl!

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