sexta-feira, 8 de maio de 2015

Tudo por amor - capítulo 3

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Nem queriam acreditar!


Recorreram da sentença, mas a única coisa que conseguiram foi uma redução da pena para 7 anos.


Patrícia prometeu a David que esperaria por ele e que, depois, se casariam. E, para ele, aquela promessa foi o suficiente para o ajudar a suportar tantos anos numa prisão.


Acreditava que ela o amava como ele a ela, e que ainda seriam muito felizes, quando ele saísse.


Nunca quis que ela o fosse visitar, para que não o visse naquele, nem naquelas condições. E, apesar de Patrícia ter insistido que aquele pedido era absurdo, fez-lhe a vontade. 


Por isso, desde o dia em que David foi levado para a prisão onde iria cumprir a pena, comunicavam apenas por cartas que, com o tempo, foram diminuindo.


David era atacado constantemente na prisão - batiam-lhe, roubavam-no e ameaçavam-no e, por vezes, pensava que não sairia dali com vida.


Além disso, fartava-se de trabalhar e praticamente não comia, mas não queria, de forma alguma, que Patrícia se sentisse culpada. Por isso, nas cartas que escrevia, nunca se queixava.


Mas aquela situação transformou-o. Tornou-o mais agressivo. E chateava-se com as palavras que Patrícia lhe escrevia, sempre a consolá-lo. Imaginava que ela tinha pena dele e, por isso, deixou de responder às suas cartas, o que fez com que, também ela, desistisse de lhe escrever. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Tudo por amor - capítulo 2

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Patrícia nunca amara David como ele a amava, mas gostava muito dele e, depois do que aconteceu, sentindo-se culpada pela situação do namorado, fez tudo para que ele se sentisse querido e amado por ela.


Na verdade, tinham-se conhecido há já algum tempo, e David apaixonou-se por ela. Por sua vez, patrícia simpatizou com ele e, como na altura estava sozinha, decidiram avançar para uma relação. No entanto, emboraele fosse muito atencioso e carinhoso com ela, não conseguira despertar nela a chama da paixão, do amor. 


Mas, como se sentiam bem como estavam, deixaram a relação continuar, até ao dia em que aconteceu aquele incidente. Agora, por causa dela, david estava naquela situação.


O tempo foi passando, e ele continuava preso. O julgamentofoi adiado por diversas vezes e, quando finalmente se realizou, para surpresa de todos, David foi condenado a 10 anos de prisão!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Tudo por amor - capítulo 1

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Patrícia ia todos os meses visitar o seu namorado, que estava preso há cerca de dois meses, enquanto aguardava pelo julgamento.


Por vontade dela, ficava lá o tempo todo, mas não era permitido e, além disso, tinha que trabalhar e não podia faltar.


Ainda se lembrava perfeitamente de como tudo tinha acontecido, e não podia acreditar que as leis fossem a favor dos criminosos, e não daqueles que se tentam defender como podem, simplesmente porque a polícia nada faz.


Um homem tinha tentado roubá-la e violá-la, e David tentou protegê-la, salvá-la de quem lhe queria fazer mal. A única coisa de que se lembrou foi de pegar na arma que costumava ter consigo no carro, e disparar.


Infelizmente, acertou num dos órgãos vitais do homem, e acabou por lhe tirar a vida. Por isso, foi preso, e iria ser julgado.


Apesar de não ter antecedentes criminais, o seu advogado não conseguiu que ele aguardasse o julgamento em liberdade.


Sentia-se muito injustiçado mas, pelo menos, tinha valido a pena, porque não deixara que nada de mal acontecesse a Patrícia, e isso era o mais importante.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Aventura em Roma


 


Bárbara era uma rapariga de 22 anos, que morava numa vila no norte de Portugal.


Tinha um namorado, do qual gostava muito, há alguns anos, e trabalhava como assistente dentária numa clínica.


No entanto, embora gostasse muito do namorado, sentia que faltava qualquer coisa na relação, que não a fazia sentir completamente satisfeita.


E foi assim que, nas férias que teve em Agosto, decidiu viajar. O destino escolhido foi Roma, uma vez que tinha lá familiares. Já o namorado, que não teve férias nessa altura, ficou em Portugal a trabalhar.


Bárbara começou a passear, a descobrir a cidade, e a sair com amigos dos seus familiares, entre os quais conheceu um rapaz muito bonito e atraente, com quem simpatizou bastante.


Saíram mais algumas vezes juntos, nessa semana, e tornaram-se bons amigos, mas depressa essa amizade se transformou em algo mais forte. Ele era muito diferente do seu namorado – extremamente romântico, atencioso, carinhoso, e fazia tudo para estar com Bárbara e vê-la feliz! Era assim que ela, de facto, se sentia!


Ao fim de uma semana, Bárbara sentia-se apaixonada, mas não deixava de pensar no namorado, e fugia sempre às tentativas de David, para a beijar.


No segundo fim de semana que Bárbara passou em Roma, saíram os dois sozinhos para jantar. David ofereceu-lhe um lindo ramo de rosas!


Depois do jantar, marcado pelas constantes insinuações de David, que mostrava estar apaixonado por Bárbara, seguiram para um bar, onde se divertiram bastante. Nesse sábado, chegaram relativamente cedo a casa porque, no dia seguinte, ela iria conhecer a quinta de David.


Assim, num belo domingo cheio de sol, logo pela manhã, Bárbara e os seus familiares partiram para a quinta, tendo lá chegado perto da hora do almoço. O dia passou depressa e David ainda lhe queria mostrar o resto da quinta, num passeio a cavalo. Deixando a restante família em alegre conversa, seguiram para a cavalariça.


Foi, sem dúvida, um passeio maravilhoso. Quando regressaram, David ajudou-a a descer do cavalo, segurando-a. Aí, o inevitável aconteceu – David não resistiu mais e beijou-a apaixonadamente. Bárbara, embora pensando no namorado, não conseguiu deixar de desejar aquele beijo, e correspondeu-lhe.


Ele não sabia que ela namorava, e ela também não lhe disse nada. Não queria estragar tudo, mas sim aproveitar aqueles momentos inesquecíveis. Sabia que, dali a uma semana, voltaria para Portugal, e o sonho iria acabar, mas decidiu não pensar em mais nada e passar os últimos dias em Roma, ao lado de David.


Chegou então o fim de semana em que Bárbara deixaria Roma, em que teria que dizer adeus a tudo e, principalmente, a David. Sabia que ele não iria mudar toda a sua vida para viver com ela em Portugal. Nem ela tinha a certeza se era isso que realmente desejava – terminar um namoro de 5 anos para ficar com uma pessoa que, afinal, mal conhecia.


E, obviamente, também ela não estava disposta a mudar-se para Roma, para viver com ele.


No entanto, não o queria magoar e, ao mesmo tempo, tinha medo do que ele pudesse pensar dela, ao contar-lhe que tinha um namorado, e que lhe tinha escondido esse facto.


Pensando muito bem em tudo isto, decidiu terminar tudo com David, argumentando que seria impossível manter aquela relação à distância. Ele tentou contrapor tais argumentos, mas sem sucesso.


No dia da partida, Bárbara escreveu-lhe uma carta, em que dizia o quanto gostava dele e que nunca o iria esquecer. Contou-lhe, também, toda a verdade que não conseguiu dizer pessoalmente, mostrando-se triste por isso mesmo, e por ter traído o namorado. Deixou a carta na caixa do correio, e seguiu para o aeroporto, despedindo-se dos familiares.


Estava nervosa – não tinha dito a David a que horas partiria, mas tinha vontade que ele aparecesse para uma última despedida. Ao mesmo tempo, desejava sair dali depressa, antes que ele chegasse e tornasse tudo mais difícil.  


De facto, quando ele chegou ao aeroporto, já Bárbara tinha embarcado, com uma enorme tristeza no coração. David não se perdoou por ter chegado tarde demais, por não ter tido a oportunidade de lhe dizer estava disposto a tudo para ficar com ela, e que nada do que tinha escrito importava.


Quando chegou, Bárbara explicou ao namorado tudo o que tinha acontecido, que era dele que realmente gostava e que, o que a tinha atraído em David, era precisamente aquilo que faltava na sua relação. O namorado compreendeu que a culpa não era só dela, mas também dele. Desculpou-a e recomeçaram, mais felizes e apaixonados que nunca!


Quanto a David, acabou por encontrar, alguns meses depois, uma mulher que lhe devolveu a felicidade perdida!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O Reencontro - Final

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Ao ver a fotografia, Paulo não teve dúvidas!


Era um grande amigo seu, que sempre gostara de Helena e que, depois do acidente, tinha emigrado para França.


Ia com eles para o Algarve, no seu próprio carro, e deve ter salvado Helena antes da explosão, sem ninguém se aperceber disso.


De facto, levou-a para uma clínica de um conhecido seu, em Portimão e, apercebendo-se de que Helena não se lembrava de nada, viu aí a sua oportunidade de a ter só para si. A ama de Vasco confirmou tudo.


Mas, agora, já nada importava. Estava feliz, e era assim que queria continuar, ao lado de Paulo, que a pediu em casamento!


Foi uma cerimónia lindíssima, com toda a sua família reunida, e a certeza de que jamais se separariam novamente!


 

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...