terça-feira, 31 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - XVII

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Sem que Gabriela desse por isso, uma casal que tinha entretanto chegado à festa, dirigiu-se a eles para os felicitar.


Gabriela teve um choque, mas manteve-se firme. Era Daniel, com outra mulher. Quem os teria convidado, depois de tudo o que se tinha passado?


Assim que se viu mais sozinha, saíu para o jardim da casa de Bruno e começou a chorar. Ainda amava Daniel mas, ao que parecia, ele nunca a tinha amado, pois já tinha encontrado uma substituta. De qualquer forma, não podia condená-lo pois também ela ia casar com outra pessoa.


Por isso, voltou para a festa, como se nada a tivesse perturbado.


Passou um mês desde a festa de noivado, e o casamento aproximava-se a passos largos. Apesar de Gabriela insistir em adiar a data da cerimónia por mais uns meses, Bruno queria casar o quanto antes. 


A única coisa que conseguiu foi um ligeiro atraso de duas semanas. Nesse meio tempo, aproveitou para visitar o avô, que já não via há algum tempo, e pô-lo ao corrente dos negócios da empresa.


Este reparou que a neta andava triste, e quis saber o que se passava. Gabriela acabou por lhe contar tudo o que tinha acontecido entre ela e Daniel, e o amor que ainda sentia por ele.


O avô aconselhou-a a pensar bem se realmente queria casar com Bruno gostando de outra pessoa, mas não sabia que Gabriela tinha uma dívida para pagar a Bruno e que, só casando, o poderia fazer.


 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - XVI

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Então ela pensava que era ele o culpado!


De facto, só os dois tinham a chave, mas ele nunca imaginou, por um só instante, que ela tivesse algo a ver com o que se tinha passado. No entanto, ela acusava-o de ter destruído tudo para a prejudicar, quando tudo o que ele queria era que tudo tivesse dado certo para os dois.


Afinal. tinha-se enganado com Gabriela. Era uma mulher como todas as outras, talvez pior ainda. E, com o tempo, deixaria de a amar.


Por vontade de Gabriela, tinham aberto um processo para responsabilizar Daniel pela sabotagem, mas Bruno achou melhor esquecer tudo, pagar os prejuízos e começar a pensar na festa de noivado!


Gabriela nunca mais viu Daniel. Com o dinheiro de Bruno, a empresa conseguiu cobrir os danos, e depressa recuperou o dinheiro perdido.


Ao fim de algumas semanas, realizou-se, então, a festa de noivado, só para amigos e familiares, como era o seu desejo. 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - XV

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Sem que dessem pela sua presença, Gabriela foi embora, e comunicou a Bruno que aceitava a sua proposta de casamento.


Daniel tentou falar com ela, mas disseram-lhe que Gabriela já tinha saído. No dia seguinte, saíu no jornal a notícia do casamento. Daniel teve que ler uma segunda vez, para poder acreditar que era verdade.


Então, tudo o que ela tinha dito que sentia por ele era mentira. Andara apenas a brincar com ele e tudo não passara de um divertimento de uma menina mimada.


Mas tinha que ouvir da boca de Gabriela que ela queria realmente casar com Bruno, e que tudo estava acabado entre eles.


Ao abrir a porta, Gabriela não soube como reagir, mas pensando que ele era um traidor, que tinha tentado destruir a sua empresa, disse-lhe que não tinha nada para falar com ele e pediu-lhe para ir embora.


Daniel, no entanto, forçou a entrada e mostrou-lhe o jornal. Queria que ela lhe explicasse o que significava aquilo.


Ela, por sua vez, respondeu-lhe que ele não tinha nada a ver com a sua vida. Que tinham passado bons momentos juntos, mas que nunca iria ficar com um homem como ele. Acusou-o de ter destruído o desfile só para a prejudicar, e de a ter apenas usado.


Daniel não quis ouvir mais nada, e foi embora. 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Amor à Primeira Vista XIV

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Gabriela não podia acreditar no que estava a ouvir mas, enquanto Bruno saiu para atender uma chamada, começou a pensar que, se Daniel era realmente o rapaz da gruta (e tudo indicava que sim), já lhe tinha mentido uma vez, e poderia estar a mentir agora.


Além disso, assim como ela o reconheceu, ele também devia ter percebido quem ela era, e não disse nada. mas a verdade é que também ela lhe tinha mentido naquele dia, na gruta, e também agora não lhe tinha falado sobre o assunto.


Pediu um tempo a Bruno para pensar na sua proposta de casamento, e decidiu procurar Daniel. Enquanto isso, Daniel recebia um telefonema misterioso a marcar um encontro, que seria do seu interesse. E ficou retido em casa.


Um empresário de uma das marcas mais conhecidas de roupa do país propunha-lhe sociedade, e prometia cobrir todos os prejuízos que ele, eventualmente, tivesse tido com o cancelamento do desfile. Em contrapartida, teria que fornecer os seus tecidos, exclusivamente, para aquela marca.


No entanto, Daniel informou-o de que teria primeiro que falar com Gabriela, e despediram-se. Gabriela chegou no preciso momento em que ambos apertavam a mão, e concluiu que Bruno tinha razão!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - XIII

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Na manhã seguinte, Gabriela chegou ao escritório com Bruno e, depois de fazerem contas, chegaram à conclusão que os danos eram enormes: tinham gasto bastante dinheiro com a organização do desfile, tinham que pagar os tecidos utilizados para a confecção das peças, e os que estavam em exposição, à fábrica de Daniel.


Além do grande prejuízo que resultava para a sua empresa, porque era uma enorme quantidade de peças, nas quais tinham gasto tempo e dinheiro, e que não venderiam. E isto para não falar das duas encomendas que recusaram para se poderem dedicar àquele projecto.


O dinheiro que Bruno lhe emprestara dava para cobrir todos os danos, mas Gabriela não teria como pagar o empréstimo, uma vez que o capital da empresa teria que ser aplicado na compra de novos tecidos, e para se manter em funcionamento.


Foi então que Bruno a pediu em casamento! E, como sua mulher, não teria mais que lhe pagar a dívida.


E deu-lhe a entender que, se só ela e Daniel tinham a chave, e ela, obviamente, não tinha feito aquilo, só poderia ter sido Daniel.


Talvez tivesse algum acordo com alguém da concorrência, e tudo não tivesse passado de um golpe para derrubar a empresa dela. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - XII

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Todo o trabalho estava desfeito, e todo o dinheiro gasto com a produção do espectáculo fora utilizado em vão. Cancelaram de imediato o desfile.


Gabriela não conseguiu ficar ali por muito tempo, e saiu desolada. Precisava de acalmar, de esquecer tudo o que tinha visto, mas não queria ir para casa. Dirigiu-se para um parque que havia ali perto, e deitou-se na relva, num sítio mais afastado.


Daniel chegou mais tarde e, quando soube o que tinha acontecido, foi procurá-la, mas não a encontrou. Tentou contactá-la, foi até à sua casa, mas ninguém respondeu.


Nenhum dos dois conseguiu dormir nessa noite. Sabiam que, no dia seguinte, ambos teriam que conversar sobre aquele acidente e calcular os prejuízos.


Quem poderia ter feito aquilo? Só eles tinham a chave.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - XI

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Tinha chegado, finalmente, o grande dia!


Faltava apenas uma hora para o início do desfile quando Gabriela chegou ao salão, acompanhada pela sua equipa.


A surpresa não podia ser maior quando olhou à sua volta. Recusava-se a acreditar que alguém tivesse feito aquilo. Estava tudo destruído. Alguém tinha lá entrado durante a noite, e rasgado todos os tecidos e todas as roupas, até não restar mais nada senão farrapos.


 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - X

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O fim de semana passou a correr e, nas semanas seguintes, Gabriela não parou de trabalhar até tudo estar pronto para o desfile.


Durante esse tempo, ela e Daniel não estiveram juntos. Apenas falavam por telefone, mas sentiam-se cada vez mais apaixonados um pelo outro.


Gabriela tentou falar com Bruno para terminar a relação, mas ele não lhe deu nenhuma oportunidade para isso. Pelo contrário, tentou prendê-la ainda mais. Como a empresa de Gabriela não tinha tanto capital disponível para investir num evento destes, Bruno ofereceu-se para lhe emprestar o que ela precisasse já que, com o lucro que iria obter na sequência da realização do espectáculo, poderia facilmente pagar-lhe.


Apesar de Gabriela não gostar muito da ideia, percebeu que não havia outra solução e, de qualquer forma, depois do desfile haveria entrada de dinheiro, pagaria a sua dívida, e terminaria definitivamente tudo com Bruno.


Na véspera do desfile, na sala que tinham alugado para o efeito, tudo estava preparado. Os tecidos expostos, as roupas preparadas para as modelos, e algumas peças colocadas em manequins artificiais na sala principal. Tudo estava perfeito!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - IX

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Coincidência ou não, acabaram por se encontrar os três na praia. Feitas as apresentações, e depois de dois dedos de conversa, Bruno recebeu uma chamada da irmã, que tinha acabado de chegar de viagem. Bruno teve que ir embora. Ainda tentou que Gabriela fosse com ele, mas ela preferiu ficar pela praia. Bruno acabou, então, por ir, deixando-os sozinhos.


Divertiram-se muito na praia, e não conseguiam disfarçar a atracção que sentiam um pelo outro. Ao fim do dia, Daniel acompanhou-a até casa e entrou para beber um pouco de água fresca. Acabaram por se beijar, e passaram a noite juntos.


No domingo, Gabriela acordou primeiro e, ao observar Daniel a dormir, reparou numa cicatriz que este tinha na cabeça. Como teria feito aquilo? Cada vez o confundia mais com Carlos. Daniel acordou logo em seguida.


Como Gabriela e Bruno não iriam estar juntos nesse dia, ela e Daniel tinham o dia livre para aproveitarem os dois. Já iam a sair quando Gabriela voltou ao quarto, para ir buscar a carteira, que estava numa outra mala.


Enquanto esperava, Daniel começou a folhear um álbum de fotografias que estava na mesinha da sala, e ficou paralisado quando viu uma fotografia em que Gabriela estava loira, tal como a rapariga da gruta. Nesse mesmo instante, Gabriela voltou. E saíram, sem pensar mais nas suas desconfianças.


Estavam juntos e felizes, e era só isso que interessava.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - VIII

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De facto eram muito parecidos, mas não podia ser.


O rapaz da gruta chamava-se Carlos, e trabalhava como fotógrafo. Além disso, estava escuro na gruta e não conseguira ver bem o seu rosto. Por isso, podia estar a confundir um com o outro. E há muitos homens com o mesmo timbre de voz.


Bruno chamou-a, e Gabriela voltou à realidade. Deixou o jornal de lado, acabou de se vestir e foi ter com ele à cozinha.


Ao mesmo tempo, na casa dos seus pais, Daniel acordava depois de ter tido um sonho que o deixou bastante nervoso. Sonhou com o dia em que tinha ficado fechado na gruta, mas a mulher que estava com ele era Gabriela. No entanto, Gabriela era morena. E a que tinha estado consigo era loira, chamava-se Diana, e trabalhava como modelo. Não poderiam, decerto, ser a mesma pessoa.


Sentia-se tão atraído por Gabriela que até já a imaginava na sua vida. Esqueceu o sonho e levantou-se, para ir dar um mergulho na praia. 

terça-feira, 17 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - VII

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Na manhã seguinte, Gabriela pode ficar deitada até mais tarde. Era sábado, e não tinha nada para fazer. Bruno veio buscá-la para irem até à praia passar o dia e, enquanto lhe preparava o pequeno almoço, deixou o jornal que tinha comprado em cima da mesinha de cabeceira. Gabriela reparou no jornal e resolveu dar uma olhadela, para ficar a par das notícias do dia.


Logo na primeira página, a notícia de uma criança que tinha sido encontrada morta numa gruta.Tinha-se afastado dos pais, sem estes darem conta, e ficado fechada numa gruta. Mas, como vinham outras crianças no grupo, um pouco mais atrás, pensaram que a sua filha estivesse entre elas. Quando deram pela sua falta, procuraram por todo o lado, sem saberem onde a sua filha se poderia ter perdido. Só mais tarde se lembraram da gruta, mas já não conseguiram salvá-la.


Ao ler a notícia, Gabriela recordou-se do que se tinha passado com ela há quatro anos atrás, e do rapaz que tinha ficado fechado com ela. De repente, lembrou-se de Daniel! Não era possível! Seria Daniel o mesmo rapaz da gruta?

segunda-feira, 16 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - VI

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Era já perto das 13 horas quando Bruno a veio buscar para almoçarem juntos. Da parte da tarde, voltou ao trabalho e swó chegou a casa depois das 20 horas.


Encheu a banheira com água e deitou-se lá dentro durante algum tempo, para relaxar. Sem se dar conta, começou a pensar em Daniel, na sua cara, na sua voz.


Parecia que já tinham estado juntos, mas não fazia ideia onde, nem quando. Talvez fosse apenas a sua imaginação. Saiu da banheira, comeu qualquer coisa leve, e foi dormir.


Daniel saiu da empresa de Lara com a mesma sensação que ela tivera, de que se conheciam de algum lado. Achava-a bonita e elegante, determinada, e muito simpática. Estava ansioso pelo dia em que estariam juntos novamente.


Tinha estado fora durante três anos e só agora decidira voltar para ajudar o pai, que estava internado e não podia cuidar da fábrica.


Na vida profissional era um homem exemplar mas, no que dizia respeito a mulheres, não queria compromissos sérios. Ia andando hoje com uma, amanhã com outra mas, neste momento, não havia ninguém na sua vida.


Talvez Gabriela fosse a mulher ideal para ele. Não conseguiu tirá-la da cabeça nem pensar mais nada durante o resto do dia.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - V

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Daniel, o representante da fábrica de tecidos, já se encontrava à sua espera na sala de reuniões.


Era um homem moreno, de olhos verdes, um pouco mais alto que Gabriela, e aparentava estar perto dos 30 anos.


Quando o viu, pareceu-lhe que o conhecia de algum lado. No entanto, nunca se tinha encontrado. Era a primeira vez que tratava de negócios com aquela fábrica.


Gabriela entrou, apresentou-se, e começaram, então, a falar do projecto.


A ideia era organizar um desfile onde, ao mesmo tempo, se apresentassem novos tecidos e materiais nunca antes utilizados na confecção de vestuário, e as respectivas peças de roupa produzidas com esses tecidos e materiais, com a marca da empresa.


Duas empresas em expansão, aliadas com o objectivo de dar a conhecer melhor os seus produtos e satisfazer, cada vez mais e melhor, os clientes.


Daniel considerou aquela ideia excelente, e lucrativa para ambas as partes. Além disso, todas as despesas com a organização do desfile ficariam por conta de Gabriela.


Depois de combinados todos os detalhes, deram por terminada a reunião, e despediram-se. Daniel tinha outros compromissos, e Gabriela tinha que começar a pôr em prática a sua ideia. Já não havia muito tempo.


 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - IV

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Gabriela era uma mulher de 24 anos, alta e morena, que morava sozinha, e trabalhava na empresa do avô. Empresa essa que produzia e comercializava uma marca exclusiva de roupas para homem e senhora - GABBY MODAS.


O avô tinha escolhido este nome porque gostava muito da sua única neta, e porque queria que, mais tarde, quando ele já não pudesse, fosse ela a assumir a direcção.


Namorava, há alguns meses, com um rapaz da sua idade mas, embora nunca tivesse tido problemas, sentia que aquele namoro não tinha futuro.


Cada vez se afastavam mais porque Gabriela tinha muito trabalho, e Bruno viajava frequentemente em negócios, não sobrando quase tempo nenhum para estarem juntos. Na verdade, também não sentia muito a sua falta. Bruno tinha muito dinheiro, e achava que podia comprar o seu amor, mas isso nunca iria acontecer.


Naquela manhã, levantou-se mais cedo e tomou um banho rápido. Vestiu-se, tomou o pequeno almoço, e seguiu para o trabalho. Ia ter uma reunião importante com o representante de uma fábrica de tecidos, e queria causar boa impressão.


Apesar de ainda ficar um pouco distante da sua casa, conseguiu chegar ao escritório pontualmente.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - III

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Acordou na cama de um hospital, sozinha, até que o médico veio ter com ela, e lhe explicou o que tinha acontecido.


Tinha estado fechada na gruta durante dois dias, durante os quais os bombeiros tinham tentado encontrar alguém que tivesse ficado preso lá dentro, e acabara por perder os sentidos.


Quando abriram a passagem que dava para aquela sala e a viram, trouxeram-na, de imediato, para o hospital, onde ficou internada.


Quanto ao rapaz que estava com ela, fora levado por familiares para uma clínica privada, e não tinham, qualquer informação sobre quem era, nem sobre o que lhe teria acontecido depois.


Como estava muito fraca, permaneceu internada durante uma semana, sem que alguém a viesse visitar, já que ninguém dali a conhecia.


Pensava naquele rapaz que tinha ficado com ela na gruta. Em como ele estaria. no beijo que tinham dado. Nunca tivera muita sorte com os rapazes, mas aquele parecia diferente.


Quando saiu do hospital, ainda tentou procurá-lo, saber alguma coisa sobre ele. Mas ninguém soube informá-la.


As férias estavam estragadas, e não valia a pena continuar naquela cidade estranha. Decidiu, então, voltar para casa.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - II

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Ela começou a ficar com medo. A entrar em pânico. Ele tentou acalmá-la.


Sentiram-se atraídos e acabaram por se beijar.


Um beijo que durou apenas alguns segundos porque um novo desabamento fez com que ele fosse atingido na cabeça e ficasse inconsciente. Ela tentou reanimá-lo, mas não conseguiu. E, a verdade é que, também ela, não estava bem.


O oxigénio estava a esgotar-se, e o frio e a humidade da gruta pioravam a sua situação. 


Como era verão, tinha vindo com um vestido curto de alças, e agora estava arrependida.


Ao fim de algumas horas, acabou por adormecer.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Amor à Primeira Vista - I

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 Aconteceu tudo muito depressa: estava a ouvir a explicação da guia turística quando, de repente, ouviu um barulho e, logo em seguida, o desabamento das grutas por cima da sua cabeça.


Enquanto uns corriam para um lado, e outros para o outro, ela conseguiu fugir para uma das salas da gruta, onde acabou por ficar encurralada. Juntamente com ela, um outro rapaz que tivera a mesma ideia.


Estava escuro naquela sala fria e húmida. Tinham ficado sem electricidade. Reinava, de novo, o silêncio. Que apenas era interrompido quando uma gota de água caía, esporadicamente, no lago.


O que teria acontecido? Será que alguém tinha conseguido sair dali?


Olharam um para o outro e perguntaram-se o que deveriam fazer. Tentaram abrir uma passagem durante várias horas mas perceberam que, com o esforço, depressa gastariam o oxigénio de que precisavam, até que alguém os viesse buscar.


Sentaram-se então, e esperaram. Como tinham parado, começaram a ficar com frio e encostaram-se um ao outro, para se aquecerem. Apresentaram-se e falaram sobre as suas vidas.


O tempo passou, e não aparecia ninguém, nem tão pouco ouviam algum som que indicasse que estavam a tentar salvá-los.

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...