quarta-feira, 29 de abril de 2015

Aventura em Roma


 


Bárbara era uma rapariga de 22 anos, que morava numa vila no norte de Portugal.


Tinha um namorado, do qual gostava muito, há alguns anos, e trabalhava como assistente dentária numa clínica.


No entanto, embora gostasse muito do namorado, sentia que faltava qualquer coisa na relação, que não a fazia sentir completamente satisfeita.


E foi assim que, nas férias que teve em Agosto, decidiu viajar. O destino escolhido foi Roma, uma vez que tinha lá familiares. Já o namorado, que não teve férias nessa altura, ficou em Portugal a trabalhar.


Bárbara começou a passear, a descobrir a cidade, e a sair com amigos dos seus familiares, entre os quais conheceu um rapaz muito bonito e atraente, com quem simpatizou bastante.


Saíram mais algumas vezes juntos, nessa semana, e tornaram-se bons amigos, mas depressa essa amizade se transformou em algo mais forte. Ele era muito diferente do seu namorado – extremamente romântico, atencioso, carinhoso, e fazia tudo para estar com Bárbara e vê-la feliz! Era assim que ela, de facto, se sentia!


Ao fim de uma semana, Bárbara sentia-se apaixonada, mas não deixava de pensar no namorado, e fugia sempre às tentativas de David, para a beijar.


No segundo fim de semana que Bárbara passou em Roma, saíram os dois sozinhos para jantar. David ofereceu-lhe um lindo ramo de rosas!


Depois do jantar, marcado pelas constantes insinuações de David, que mostrava estar apaixonado por Bárbara, seguiram para um bar, onde se divertiram bastante. Nesse sábado, chegaram relativamente cedo a casa porque, no dia seguinte, ela iria conhecer a quinta de David.


Assim, num belo domingo cheio de sol, logo pela manhã, Bárbara e os seus familiares partiram para a quinta, tendo lá chegado perto da hora do almoço. O dia passou depressa e David ainda lhe queria mostrar o resto da quinta, num passeio a cavalo. Deixando a restante família em alegre conversa, seguiram para a cavalariça.


Foi, sem dúvida, um passeio maravilhoso. Quando regressaram, David ajudou-a a descer do cavalo, segurando-a. Aí, o inevitável aconteceu – David não resistiu mais e beijou-a apaixonadamente. Bárbara, embora pensando no namorado, não conseguiu deixar de desejar aquele beijo, e correspondeu-lhe.


Ele não sabia que ela namorava, e ela também não lhe disse nada. Não queria estragar tudo, mas sim aproveitar aqueles momentos inesquecíveis. Sabia que, dali a uma semana, voltaria para Portugal, e o sonho iria acabar, mas decidiu não pensar em mais nada e passar os últimos dias em Roma, ao lado de David.


Chegou então o fim de semana em que Bárbara deixaria Roma, em que teria que dizer adeus a tudo e, principalmente, a David. Sabia que ele não iria mudar toda a sua vida para viver com ela em Portugal. Nem ela tinha a certeza se era isso que realmente desejava – terminar um namoro de 5 anos para ficar com uma pessoa que, afinal, mal conhecia.


E, obviamente, também ela não estava disposta a mudar-se para Roma, para viver com ele.


No entanto, não o queria magoar e, ao mesmo tempo, tinha medo do que ele pudesse pensar dela, ao contar-lhe que tinha um namorado, e que lhe tinha escondido esse facto.


Pensando muito bem em tudo isto, decidiu terminar tudo com David, argumentando que seria impossível manter aquela relação à distância. Ele tentou contrapor tais argumentos, mas sem sucesso.


No dia da partida, Bárbara escreveu-lhe uma carta, em que dizia o quanto gostava dele e que nunca o iria esquecer. Contou-lhe, também, toda a verdade que não conseguiu dizer pessoalmente, mostrando-se triste por isso mesmo, e por ter traído o namorado. Deixou a carta na caixa do correio, e seguiu para o aeroporto, despedindo-se dos familiares.


Estava nervosa – não tinha dito a David a que horas partiria, mas tinha vontade que ele aparecesse para uma última despedida. Ao mesmo tempo, desejava sair dali depressa, antes que ele chegasse e tornasse tudo mais difícil.  


De facto, quando ele chegou ao aeroporto, já Bárbara tinha embarcado, com uma enorme tristeza no coração. David não se perdoou por ter chegado tarde demais, por não ter tido a oportunidade de lhe dizer estava disposto a tudo para ficar com ela, e que nada do que tinha escrito importava.


Quando chegou, Bárbara explicou ao namorado tudo o que tinha acontecido, que era dele que realmente gostava e que, o que a tinha atraído em David, era precisamente aquilo que faltava na sua relação. O namorado compreendeu que a culpa não era só dela, mas também dele. Desculpou-a e recomeçaram, mais felizes e apaixonados que nunca!


Quanto a David, acabou por encontrar, alguns meses depois, uma mulher que lhe devolveu a felicidade perdida!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O Reencontro - Final

Resultado de imagem para reencontro


 


Ao ver a fotografia, Paulo não teve dúvidas!


Era um grande amigo seu, que sempre gostara de Helena e que, depois do acidente, tinha emigrado para França.


Ia com eles para o Algarve, no seu próprio carro, e deve ter salvado Helena antes da explosão, sem ninguém se aperceber disso.


De facto, levou-a para uma clínica de um conhecido seu, em Portimão e, apercebendo-se de que Helena não se lembrava de nada, viu aí a sua oportunidade de a ter só para si. A ama de Vasco confirmou tudo.


Mas, agora, já nada importava. Estava feliz, e era assim que queria continuar, ao lado de Paulo, que a pediu em casamento!


Foi uma cerimónia lindíssima, com toda a sua família reunida, e a certeza de que jamais se separariam novamente!


 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Reencontro - IV

Resultado de imagem para reencontro


 


Contou então que tinha casado há três anos com Vasco e que, após a sua morte, tinha vindo para Portugal passar uma temporada.


Paulo explicou que o conseguiram tirar do carro e que, quando iam então buscá-la, se tinha dado a explosão. Convenceram-se de que helena tinha morrido carbonizada no carro.


felizes por estarem juntos novamente, retomaram o namoro, enquanto que os pais de Helena recuperavam a filha perdida.


Mas havia algo por explicar: quem era Vasco?

terça-feira, 21 de abril de 2015

O Reencontro - III

Resultado de imagem para reencontro


 


Não, não podia ser! Tinha que falar com Helena e esclarecer tudo. Mas por onde começava?


Helena, por sua vez, estava cada vez mais confusa. Começaram a surgir na sua mente imagens sem sentido até que, por fim, sem saber porquê, pronunciou o nome Paulo, e desmaiou.


Paulo levou-a para o seu carro, depois de a ter reanimado, e perguntou-lhe o que tinha acontecido. Helena compreendia agora porque o via nos seus sonhos e porque já o conhecia. Lembrara-se de tudo. Tinha recuperado a memória!


Recordava-se de tudo o que tinham passado juntos, e do dia em que tinham decidido ir ter com os pais de Paulo ao Algarve. Iam  na estrada quando aquele carro se atravessou à frente, e os fez despistar.


Naquela altura, depois do acidente, estivera alguns dias no hospital e, quando acordara, não se lembrava de nada. 


Vasco, que se apresentou como seu noivo, fê-la acreditar que não tinha mais ninguém a não ser ele, e inventou uma história para que não procurasse a sua família.


Helena não tinha razão para duvidar de Vasco, e partiu com ele para França.


 


 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O Reencontro - II

Resultado de imagem para reencontro


 


Hospedou-se num hotel em Lisboa e, assim que terminou de se instalar, decidiu ir dar um passeio até à vila da Ericeira.


Passava pelo centro da vila quando, de repente, viu o homem que lhe aparecia nos sonhos! Não era possível!


Parecia que já o conhecia há muito tempo e, no entanto, nunca ali tinha estado. Ou será que tinha?


Estava a pensar nisto quando o homem, que entretanto reparou nela, a olhou fixamente, ficando em estado de choque. Ao fim de algum tempo, pronunciou um nome - Helena!


Esta, sem saber o que dizer, perguntou-lhe quem ele era, e como sabia o seu nome. Paulo, por sua vez, perguntou-lhe o que tinha acontecido, e se ela já o tinha esquecido.


Helena continuava imóvel, sem saber o que estava a acontecer. Por fim, disse-lhe que ele devia estar a confundi-la com outra pessoa. Que não o conhecia e que era a primeira vez que ali estava.


Paulo pensou que era impossível haver uma pessoa tão parecida com a sua namorada. Tinha que ser Helena. Mas porque é que ela fingia não o conhecer?


Seria possível que a sua doce Helena fosse tão desprezível, a ponto de simular a própria morte, até para a família, e aparecer agora como se nada tivesse acontecido?

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O Reencontro - I

Resultado de imagem para reencontro


 


Helena regressava, quatro anos depois, a Portugal.


Em França, deixara a casa onde tinha morado com o seu falecido marido aos cuidados de uma velha senhora, ama daquele, e amiga de Helena desde que a conheceu.


Vasco sempre fora um marido exemplar, e Helena sofreu muito com a sua morte. Além disso, tinha constantemente pesadelos em que se via, a ela e a outro homem, num carro, depois um trágico acidente e, por fim, acordava sem saber o desfecho dos sonhos.


Foi, por isso, aconselhada pelo seu médico a viajar. A passar algum tempo longe daquela terra, e recuperar-se de tudo o que acontecera.


E assim fez.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Amor à Primeira Vista - Final

transferir.jpg


 


Gabriela explicou-lhe então que, desde a primeira vez que o vira, ficara com a sensação de que já o conhecia. Falou-lhe da cicatriz que lhe viu, mas que o nome e a profissão diferentes a tinham deixado na dúvida.


Daniel nunca lhe mentira, de facto. Na verdade, o seu nome era Carlos Daniel, apesar de a maior parte das pessoas o tratar somente por Daniel. E, naquela altura, ocupava os tempos livres com a fotografia, para depois organizar exposições. Só parou quando assumiu os negócios do pai.


Também Gabriela era, há uns anos atrás, modelo, chegando mesmo a desfilar com as colecções do avô. Só mais tarde desistiu das passarelas, para estar atrás de uma secretária a dar a cara pela empresa. E, quanto ao nome, não era seu, mas até podia ter sido. Na verdade, a mãe sempre lhe quisera dar o nome de Diana.


Todos os mistérios estavam, assim, desvendados, e não havia mais segredos entre eles. Estavam exactamente na sala onde tinham ficado fechados. Onde se tinham conhecido e apaixonado. Onde se tinham beijado pela primeira vez e onde tinham sido separados.


Mas, agora, estavam juntos e iriam continuar assim. Abraçaram-se e beijaram-se apaixonadamente, até que o guia turístico os veio chamar, pois a visita tinha terminado, e tinham que sair.


Em poucos anos, conseguiram restituir o dinheiro ao pai de Daniel, paesar de este insistir que não lhe deviam nada.


Gabriela, que tinha casado com Daniel já grávida dele, teve um casalinho de gémeos e decidiram chamar-lhes Carlos e Diana!


A família estava completa!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Amor à Primeira Vista - XXII

Resultado de imagem para casal desenho


Como tinham muito trabalho, tiveram que adiar a lua de mel. Mas, assim que puderam, refugiaram-se nos arredores de uma pequena cidade onde Daniel tinha vivido.


E, para seu espanto, ao visitarem as grutas da região, Gabriela lembrou-se que já ali tinha estado. Eram as mesmas grutas onde tinha ficado presa, mas eram agora mais artificiais, pois tinham sido reconstituídas mecanicamente.


Quando chegaram a uma determinada sala, Daniel perguntou-lhe se se lembrava do que ali tinha acontecido, há alguns anos atrás.


Gabriela não sabia o que responder mas, com receio, disse-lhe apenas que, pelo que sabia, tinha havido um desabamento. Daniel não se deu por satisfeito e perguntou se Gabriela nunca lá tinha estado. Ou, melhor, se Diana nunca lá tinha estado. 


Gabriela percebeu então que era ele o rapaz com quem tinha ficado presa e para Daniel, o que era apenas uma suposição, passou a ser uma certeza - era ela a mulher com quem tinha ficado fechado!


 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Amor à Primeira Vista - XXI

transferir.jpg


Pediu ao pai que lhe emprestasse algum dinheiro e, juntamente com o que ele próprio tinha, entregou ao avô de Gabriela para que este pagasse a dívida directamente ao pai de Bruno.


Ela estava livre! Quanto ao casamento, não tinha que se preocupar, pois Bruno já tinha sido avisado por Daniel, de que o mesmo não se realizaria!


Gabriela não podia estar mais feliz e confirmou que nunca o tinha esquecido, e que continuava a gostar dele.


Mas, o que diriam aos convidados que estavam à sua espera na igreja? Daniel explicou então que já todos estavam prevenidos e, quanto à cerimónia, ela iria acontecer, se Gabriela quisesse. Só que o noivo seria ele!


Ela não pensou duas vezes. Seguiram para a igreja e casaram, numa cerimónia muito bonita, que Gabriela jamais esqueceria!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Amor à Primeira Vista - XX

Resultado de imagem para casal desenho


Gabriela já estava pronta, e à porta da sua casa o carro que a iria levar à igreja, esperava pela noiva. Já se tinha conformado com a ideia de se casar com aquele homem sem carácter, mas nem por isso se mostrava muito animada.


Teria preferido um carro simples ou uma carruagem, mas Bruno insistiu que ela fosse levada de limusina. Entrou, então, e partiu, sozinha, rumo ao seu destino. 


Os seus familiares, assim como os padrinhos, também já tinham seguido para a igreja, mas estranhou que não se vissem os seus carros. De repente, a limusina parou, e o vidro fumado que a separava do motorista abriu-se.


Não podia acreditar no que estava a ver: era Daniel! Estaria a sonhar ou era mesmo verdade?


Daniel contou-lhe, então, que o seu avô o tinha procurado para lhe contar o que se estava a passar, e lhe dizer que só ele poderia impedir Gabriela de cometer aquela loucura. Disse-lhe que ela o amava e que, se ele também a amasse, deveria perdoá-la e lutar por ela. E foi o que ele fez!


 


 

Amor à Primeira Vista - XIX

transferir.jpg


Nem mesmo o facto de Daniel ter recusado a proposta e de, em consequência, Gabriela nunca os ter visto juntos (Bruno não sabia que, efectivamente, Gabriela os tinha visto), estragou os seus planos. Ela tinha aceitado a sua proposta! 


O empréstimo foi mais uma forma de não deixar a Gabriela a mínima hipótese de resusar o seu pedido de casamento.


Tinha sido também ele a convidar Daniel para a festa de noivado, sugerindo-lhe que levasse companhia.


E, agora, Gabriela não sabia o que fazer. Não tinha dinheiro para pagar a Bruno, nem podia, tão pouco, pedir a alguém, porque era bastante dinheiro.


Também compreendeu que de nada adiantaria ir falar com Daniel. Ele nunca a perdoaria por não ter acreditado nele.


A única solução era casar com bruno, como se não soubesse de nada, juntar dinheiro para lhe pagar a dívida e, nessa altura, separar-se.


Precisava de desabafar com alguém e procurou o avô, que lhe prometeu tentar encontrar uma solução. Não queria, de forma alguma, que a sua neta casasse com Bruno por causa de dinheiro.


Ela merecia ser feliz, e ele iria tratar disso! 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Amor à Primeira Vista - XVIII

Resultado de imagem para casal desenho


 


Resolveu, então, dedicar-se mais a Bruno e fazer-lhe uma surpresa, aparecendo no seu escritório para almoçarem juntos.


Passava das 13 horas e a secretária já tinha saído, por isso decidiu ir directamente à sala dele. Ao aproximar-se, ouviu vozes e não quis interromper.


Sentou-se no sofá da salinha de espera, e pegou numa revista para se entreter. Mas eles falavam alto, e algo lhe chamou a atenção.


Chegou mais perto da porta e, então, percebeu do que se tratava a conversa. Não quis mais esperar por Bruno, e foi para casa, pois não sabia o que fazer, depois do que tinha ouvido, e que poderia mudar para sempre a sua vida.


Como era possível que Bruno fosse capaz de fazer tudo aquilo por vingança? Para que ela fosse só dele?


Tinha descoberto que Gabriela estava interessada em Daniel e que, mais cedo ou mais tarde, ela acabaria por deixá-lo. Então, para separá-los, roubou a chave do salão onde se realizaria o desfile, e ele próprio destruiu tudo.


Depois, só teve que fazer com que Gabriela acreditasse que tinha sido Daniel o culpado. E, para que njão restassem dúvidas, pediu ao seu amigo para se encontrar com Daniel e tentar convencê-lo a trabalhar para ele, ficando no ar a ideia de que já estava tudo combinado para destruirem Gabriela.

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...