Bárbara era uma rapariga de 22 anos, que morava numa vila no norte de Portugal.
Tinha um namorado, do qual gostava muito, há alguns anos, e trabalhava como assistente dentária numa clínica.
No entanto, embora gostasse muito do namorado, sentia que faltava qualquer coisa na relação, que não a fazia sentir completamente satisfeita.
E foi assim que, nas férias que teve em Agosto, decidiu viajar. O destino escolhido foi Roma, uma vez que tinha lá familiares. Já o namorado, que não teve férias nessa altura, ficou em Portugal a trabalhar.
Bárbara começou a passear, a descobrir a cidade, e a sair com amigos dos seus familiares, entre os quais conheceu um rapaz muito bonito e atraente, com quem simpatizou bastante.
Saíram mais algumas vezes juntos, nessa semana, e tornaram-se bons amigos, mas depressa essa amizade se transformou em algo mais forte. Ele era muito diferente do seu namorado – extremamente romântico, atencioso, carinhoso, e fazia tudo para estar com Bárbara e vê-la feliz! Era assim que ela, de facto, se sentia!
Ao fim de uma semana, Bárbara sentia-se apaixonada, mas não deixava de pensar no namorado, e fugia sempre às tentativas de David, para a beijar.
No segundo fim de semana que Bárbara passou em Roma, saíram os dois sozinhos para jantar. David ofereceu-lhe um lindo ramo de rosas!
Depois do jantar, marcado pelas constantes insinuações de David, que mostrava estar apaixonado por Bárbara, seguiram para um bar, onde se divertiram bastante. Nesse sábado, chegaram relativamente cedo a casa porque, no dia seguinte, ela iria conhecer a quinta de David.
Assim, num belo domingo cheio de sol, logo pela manhã, Bárbara e os seus familiares partiram para a quinta, tendo lá chegado perto da hora do almoço. O dia passou depressa e David ainda lhe queria mostrar o resto da quinta, num passeio a cavalo. Deixando a restante família em alegre conversa, seguiram para a cavalariça.
Foi, sem dúvida, um passeio maravilhoso. Quando regressaram, David ajudou-a a descer do cavalo, segurando-a. Aí, o inevitável aconteceu – David não resistiu mais e beijou-a apaixonadamente. Bárbara, embora pensando no namorado, não conseguiu deixar de desejar aquele beijo, e correspondeu-lhe.
Ele não sabia que ela namorava, e ela também não lhe disse nada. Não queria estragar tudo, mas sim aproveitar aqueles momentos inesquecíveis. Sabia que, dali a uma semana, voltaria para Portugal, e o sonho iria acabar, mas decidiu não pensar em mais nada e passar os últimos dias em Roma, ao lado de David.
Chegou então o fim de semana em que Bárbara deixaria Roma, em que teria que dizer adeus a tudo e, principalmente, a David. Sabia que ele não iria mudar toda a sua vida para viver com ela em Portugal. Nem ela tinha a certeza se era isso que realmente desejava – terminar um namoro de 5 anos para ficar com uma pessoa que, afinal, mal conhecia.
E, obviamente, também ela não estava disposta a mudar-se para Roma, para viver com ele.
No entanto, não o queria magoar e, ao mesmo tempo, tinha medo do que ele pudesse pensar dela, ao contar-lhe que tinha um namorado, e que lhe tinha escondido esse facto.
Pensando muito bem em tudo isto, decidiu terminar tudo com David, argumentando que seria impossível manter aquela relação à distância. Ele tentou contrapor tais argumentos, mas sem sucesso.
No dia da partida, Bárbara escreveu-lhe uma carta, em que dizia o quanto gostava dele e que nunca o iria esquecer. Contou-lhe, também, toda a verdade que não conseguiu dizer pessoalmente, mostrando-se triste por isso mesmo, e por ter traído o namorado. Deixou a carta na caixa do correio, e seguiu para o aeroporto, despedindo-se dos familiares.
Estava nervosa – não tinha dito a David a que horas partiria, mas tinha vontade que ele aparecesse para uma última despedida. Ao mesmo tempo, desejava sair dali depressa, antes que ele chegasse e tornasse tudo mais difícil.
De facto, quando ele chegou ao aeroporto, já Bárbara tinha embarcado, com uma enorme tristeza no coração. David não se perdoou por ter chegado tarde demais, por não ter tido a oportunidade de lhe dizer estava disposto a tudo para ficar com ela, e que nada do que tinha escrito importava.
Quando chegou, Bárbara explicou ao namorado tudo o que tinha acontecido, que era dele que realmente gostava e que, o que a tinha atraído em David, era precisamente aquilo que faltava na sua relação. O namorado compreendeu que a culpa não era só dela, mas também dele. Desculpou-a e recomeçaram, mais felizes e apaixonados que nunca!
Quanto a David, acabou por encontrar, alguns meses depois, uma mulher que lhe devolveu a felicidade perdida!