terça-feira, 22 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo X


 


O carro dele estava à porta, por isso, ele estava em casa. A porta estava encostada. Débora entrou, mas não viu ninguém na sala. Também não ouviu vozes mas, quando se aproximou do quarto, viu uma mulher deitada na cama. Na mesma cama onde ela própria tinha estado na noite anterior.


Não quis ver mais nada e saiu dali, sem que ninguém desse conta da sua presença. Como é que ela se tinha deixado enganar daquela maneira? Era óbvio que ela era só mais uma mulher que ele queria levar para a cama e, como já o tinha conseguido, não lhe interessava mais. Já tinha sido substituída.


Nunca se devia ter deixado levar pelos seus sentimentos. Porque é que não tinha levado em conta os avisos dos seus colegas? Agora não podia fazer mais nada, a não ser esquecê-lo.


E, se ele a procurasse mais alguma vez, seria ela a dispensá-lo. A dizer que aquela noite não tinha tido a mínima importância para ela, e que já o tinha esquecido!


 


 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo IX


 


Débora esqueceu tudo o que tinha ouvido falar sobre Raúl, e a sua intenção de brincar com ele, e deixou-se levar pelo seu coração. Fizeram  amor ali mesmo, e aceitou passar com ele essa noite.


Quando começou a amanhecer, porém, despediu-se e voltou para casa. Queria tomar o pequeno almoço com o pai, como sempre fazia, e não queria chegar atrasada ao trabalho.


A sua felicidade era tanta que ainda lhe custava a acreditar que não era apenas um sonho! No trabalho, não conseguiu concentrar-se, pois os seus pensamentos estavam longe dali e, quando chegou a hora de sair, ligou para Raúl para saber por onde andava ele.


O telemóvel estava desligado, por isso, já deveria estar em casa. Ele saía um pouco mais cedo que ela porque, muitas vezes, levava os trabalhos que estava a fazer para terminar em casa. Trabalhava numa empresa de publicodade desde os 20 anos, emprego que conseguiu graças ao tio, que apostou nele e no seu talento.


Apesar de, na altura, ser um autêntico playboy, sempre foi muito responsável quando se tratava de trabalho, e era bom naquilo que fazia. Agora com 28 anos, parecia a Débora que ele realmente tinha mudado.


Tinha até contado ao seu pai que nunca se tinha sentido assim, e que tinha a certeza que tudo iria dar certo.


Mas, quando ligou para casa de Raúl, foi uma voz feminina que atendeu. Débora desligou imediatamente a chamada. Quem estaria em casa dele? Tinha que descobrir o que estava a acontecer, e dirigiu-se para lá, sem perder mais tempo. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo VIII


 


Também ele se sentia atraído por Débora, mas sabia que não podia trair a confiança do pai desta, e que era preciso esquecer essa atracção.


Débora estranhou algumas reacções de Afonso, ao saber da existência de Raúl, mas achou que ela estava a agir como se fosse, realmente, seu irmão, e quisesse protegê-la.


A verdade é que se tornou cada vez mais difícil para Débora resistir a Raúl, e o inevitável acabou por acontecer.


Débora tinha decidido aparecer de surpresa em casa de Raúl, mas não esperou que o tempo lhe pregasse uma partida. Não quis levar o carro, mas também não era grande fã de chapéus de chuva, que deixava sempre em casa. Mas, naquela tarde, tinha-se arrependido.


A meio do caminho começou a chover, e não havia sítio nenhum para se abrigar. Por isso, tentou chegar depressa a casa dele, sem contudo evitar chegar lá completamente ensopada.


Raúl ficou muito admirado por vê-la ali, e ainda mais naquele estado, mas não perdeu muito tempo a pensar e mandou-a entrar para a sala. Foi buscar uma toalha para ela se secar, e sugeriu-lhe que ela vestisse qualquer coisa dele, enquanto secava a roupa dela na máquina.


Levou-a até ao seu quarto e, enquanto Débora trocava de roupa, não conseguiram resistir mais e caíram nos braços um do outro.


 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo VII


 


Saíram algumas vezes juntos mas, apesar das tentativas de Raúl para a beijar, Débora conseguia sempre contornar a situação. No entanto, depois de o conhecer melhor, Débora achou que ele não era apenas um simples conquistador. Também tinha muitas qualidades, e gostava muito de estar com ele.


Não demorou muito a se apaixonar, e a esquecer tudo o que inicialmente tinha planeado. Os ramos de flores que ele lhe enviava, as surpresas que lhe fazia, e até a sua maneira de ser, fizeram-na acreditar que ele estava a ser sincero quando lhe dizia que já tinha namorado com várias mulheres, mas que ela era especial. Quando dizia ue queria assentar, e que ela era a mulher ideal para ele.


Débora gostava realmente dele e, apesar de ainda não terem assumido uma relação, todos repararam que ela estava diferente. O seu pai já a tinha visto com Raúl, e brincava com ela, dizendo-lhe que iria, finalmente, casar a filha! Que ela tinha sido atingida pela seta do cupido.


Já Afonso, como grande amigo que era de Débora, sentia-se dividido. Nunca tinha imaginado que ela pudesse vir a namorar, talvez porque só agora percebesse que ela não era mais uma adolescente, e que se tinha transformado numa bela mulher.


Queria ficar feliz porque ela também o estava, mas não podia deixar de sentir ciúmes. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo VI


 


Nunca chegou a telefonar-lhe, porque sabia que não era a pessoa indicada para si, e tentou esquecer aquela noite e aquele homem. Só que ele não deixou que isso acontecesse.


Uns dias depois, quando Débora estava a chegar a casa, encontrou Raúl à sua espera. Havia alguma coisa nele que a deixava perturbada, mas não podia deixar que ele percebesse.


Perguntou-lhe o que é que ele estava ali a fazer e, quando ele lhe disse que tinha vindo convidá-la para sair, levou um "não" como resposta.


Débora já ia a entrar em casa quando Raúl a puxou para si, e lhe perguntou porque é que ela não lhe tinha telefonado. Disse-lhe que sabia perfeitamente que ele não lhe tinha sido indiferente naquela noite na discoteca, assim como ela não o fora para ele, e que queria conhecê-la melhor.


Mas Débora não lhe deu oportunidade para mais nada e entrou, deixando-o a falar sozinho. No dia seguinte recebeu, logo pela manhã, um telefonema. Não podia ser!


Como é que ele tinha descoberto o seu número? E porque é que insistia tanto em querer conhecê-la, depois de tudo o que ela lhe tinha dito?


Acabou por aceitar sair com ele. Se o que ele queria era conquistá-la e, depois, deixá-la, então ia ter uma surpresa.


Se ele queria brincar, então não sabia com quem se estava a meter. Era ela que ia brincar com ele!


 

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...