quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XVII


 


O que é que tinha acontecido?


Sempre tinha considerado Afonso um amigo, ou um irmão. Mas tinha gostado daquele beijo.


E ele, porque é que tinha fugido? Gostaria mesmo dela ou teria feito aquilo só para a animar?


Queria uma resposta a todas estas perguntas, mas só a teve uns dias mais tarde, quando Afonso voltou 


à sua casa. Débora não queria forçar nada, e tratou-o como se nada se tivesse passado. Afonso pediu-lhe, então, desculpa pela sua atitude, e prometeu-lhe que não voltaria a acontecer.


Disse-lhe que queria apenas mostrar que havia pessoas que gostavam dela, mas não devia ter ido tão longe.


Débora perguntou-lhe então se isso significava que era apenas amizade o que ele sentia por ela, mas Afonso, sabendo que não lhe poderia mentir, explicou-lhe que nunca poderia haver nada entre eles, por causa da amizade com o seu pai, e da confiança que este tinha depositado nele.


 


 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XVI


 


Para ela, os homens eram todos iguais e nenhum deles prestava. Afonso fê-la ver que não era bem assim, que havia homens que não eram como Raúl, como por exemplo o seu pai. Mas Débora não se convenceu. E pediu-lhe para lhe dar um só exemplo de um homem que fosse capaz de gostar realmente dela pelo que ela era, de a respeitar, de a fazer feliz, e que fosse sincero, e então ela mudaria de opinião!


Mas não acreditava que alguém pudesse amá-la daquela maneira. 


E, num impulso, sem pensar, Afonso não resistiu, agarrou-a, e disse-lhe que ele próprio gostava dela dessa maneira, beijando-a como há muito desejava!


Mas, logo em seguida, afastou-se e foi-se embora, deixando-a sem reação, sem saber o que pensar.

Amores Desencontrados - capítulo XV


 


Quando acordou, Débora não se lembrava de nada.


Foio seu pai que lhe contou do seu desaparecimento, e de como Afonso a tinha encontrado e levado para casa.


Era um homem assim que ela queria para si - atraente, carinhoso, simpático, sempre pronto a ajudar, cheio de qualidades, e que a entendia como ninguém.


Ficou surpreendida ao pensar que talvez fosse ele a sua cara metade, que talvez o homem da sua vida sempre tivesse estado tão perto, e ela nunca tivesse percebido isso.


Tinha que lhe agradecer por tudo o que ele tinha feito. contar-lhe o que a tinha levado àquela situação.


Tomou banho, vestiu-se, e esperou por Afonso para almoçarem juntos e conversarem. O pai tinha um almoço com os ex-colegas de profissão, e por isso podiam ficar à vontade.


Depois do almoço, instalaram-se no pequeno escritório do seu pai, e Débora explicou-lhe então como tinha conhecido Raúl, como se tinha apaixonado por ele, e o que tinha visto naquele dia na sua casa.


Falou-lhe de como tinha ignorado os avisos dos seus colegas, e se tinha deixado levar pelas suas palavras. E ainda se sentiu pior quando ele a acusou de o ter traído com Afonso e de o deixar por causa dele, quando ela é que tinha sido enganada.


Mas jurou a Afonso que Raúl pertencia ao passado, e que nunca mais se deixaria enganar. Tinha sido a primeira e última vez que se tinha apaixonado, porque sempre estivera certa em não se interessar por homem nenhum.


 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XIV


 


Estava impressionado com o estado em que Débora se encontrava. Logo ela, que sempre se mostrara tão forte, alegre e determinada, que nunca se deixava abalar por nada, e tinha sempre um perfeito controlo da sua vida, estava agora daquela maneira.


E, o pior, é que não sabia como a ajudar, porque ela não tinha contado nada. Sabia que o problema dizia respeito ao seu namorado, mas nada mais.


Telefonou para o pai de Débora a dizer-lhe que iam a caminho, e que Débora estava bem, para que ele não se preocupasse mais. E, enquanto o seu pai lhe foi preparar um café forte, Afonso levou-a ao colo até ao seu quarto.


Quando a deitou na cama, Débora puxou-o para si e pediu-lhe para a beijar. Perguntou-lhe se ele não sentia nada por ela, e porque é que não queria fazer amor com ela!


Foi muito difícil para Afonso resistir, mas sabia que ela estava sob o efeito do álcool, e que não fazia ideia do que estava a dizer. Débora acabou por adormecer.


Pôs um cobertor em cima dela, olhou-a uma última vez, e saiu.


Passou o resto da noite acordado, a pensar em Débora e na melhor forma de a esquecerporque estava, realmente, apaixonado por ela, e isso já não podia evitar.


Gostava da filha do seu melhor amigo, mas sabia que não era possível um relacionamento entre os dois.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XIII


 


Débora subiu a correr para o seu quarto, não aguentou mais, e começou a chorar como há muito tempo queria fazer, e tinha andado a evitar.


Nem mesmo Afonso, que subiu depois atrás dela para saber o que se tinha passado e como é que ela estava, a conseguiu acalmar.


Agradeceu-lhe por a ter ajudado com Raúl, mas pediu-lhe para a deixar sozinha. Afonso não insistiu, e saiu.


Mais tarde, quando Afonso conversou com o pai de Débora elhe explicou o que tinha acontecido, este ficou preocupado, e foi até ao quarto da filha, mas ela não estava lá.


Procuraram-na por toda a casa, telefonaram para os seus colegas mas nenhuma tinha visto nesse dia. Já era tarde e não tinham tido nenhum sinal dela.


O seu telemóvel tinha ficado em casa e não havia forma de contactá-la. Fartos de esperar em vão, Afonso ofereceu-se para ir procurá-la nos sítios que ela costumava frequentar, enquanto o seu pai ficava em casa, para o caso de ela, entretanto, aparecer.


Quando já estava a perder a esperança, recebeu um telefonema de uma colega de Débora, que lhe disse onde ela estava, e que talvez fosse melhor ir buscá-la.


De facto, quando lá chegou, encontrou Débora completamente embriagada e, apesar da sua insistência em ficar e beber mais, Afonso conseguiu tirá-la de lá, e fazê-la entrar no seu carro. 

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...