quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Com quem deve ficar Débora - Raúl ou Afonso?

 

E agora que nos estamos a aproximar do final desta história, com quem é que acham que a Débora deve ficar? 

Estão a torcer por que casal - Débora e Raúl, ou Débora e Afonso?

Deixem aqui a vossa sugestão!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXVII

 

Catarina, a grande paixão de Afonso, que o tinha deixado para ir trabalhar em Nova Iorque, estava de regresso. E vinha disposta a reconquistar Afonso de qualquer maneira, depois de perceber que ele era mais importante que uma boa posição, e que tinha errado ao ir embora.

Débora informou-a, então, que ele tinha viajado a trabalho, e que só voltaria dali a dois meses. Disse-lhe em que cidade ele estava, mas que não sabia mais nada, porque ele ainda não tinha ligado nem dado qualquer notícia.

Achou por bem não lhe contar nada do que se tinha passado entre Afonso e ela, porque deveria ser este a falar com ela. Catarina não perdeu tempo, e propôs-se a ir atrás dele, para recomeçarem a relação que tinham deixado a meio, deixando Débora sem saber o que fazer.

Também ela teve vontade de ir atrás de Afonso, mas a sua presença na revista era imprescindível e, além disso, Catarina e Afonso tinham mesmo que conversar sozinhos.

No entanto, muitas dúvidas lhe vieram à cabeça. 

Será que Afonso ainda sentia alguma coisa por Catarina? Será que não a tinha esquecido? Só dali a dois meses, quando ele regressasse, teria a resposta para todas as suas perguntas.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXVI

 

De facto, a cabeça de Débora dizia-lhe isso. Mas o seu coração tinha ficado dividido. Raúl tinha sido a sua primeira paixão, havia qualquer coisa nele que sempre a tinha perturbado, que a atraía, que a fazia sentir de uma maneira como nunca ninguém o tinha feito.

E, ao saber que estava inocente, e que ainda gostava dela, ficou sem saber se o que sentia por Afonso era mesmo amor e raúl representava uma relação que poderia ter sido maravilhosa, mas que já não se poderia repetir ou se, pelo contrário, o que sentia por Afonso era apenas uma atracção provocada pelas circunstâncias, e o que sentia por Raúl era um grande amor que tinha, agora, uma nova oportunidade de ser vivido.

Já tinha passado um mês, e Afonso não tinha dado notícias. Raúl recomeçara a procurar Débora, e as dúvidas dela aumentavam de dia para dia. Nunca mais tocara no assunto com o pai, mas ele tinha esperança que a sua filha ficasse com Raúl.

No entanto, Débora teria ainda mais surpresas para pôr à prova os seus sentimentos!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXV

 

Tinham-na prevenido tanto contra Raúl, que não pensou na possibilidade de ele não ter tido culpa, apesar de gostar tanto dele, e de achar que ele tinha mudado, que estava a ser sincero quando dizia que ela era a mulher da sua vida.

Procurou então Raúl, para lhe pedir desculpa por não ter acreditado nele e no seu amor, por não lhe ter dado uma oportunidade de saber o que ela tinha visto e de se defender, e disse-lhe que esperava que ele a perdoasse. Raúl também se desculpou por a ter acusado injustamente de traição, e respondeu-lhe que, se ela esquecesse as palavras dele, também ele esqueceria tudo.

Agora que tudo tinha sido esclarecido, Raúl pensou que poderiam voltar a ficar juntos, mas Débora não o deixou aproximar-se. Disse-lhe que poderiam ser amigos mas, o facto de ter ficado a par da verdade não mudaria nada. O seu coração pertencia a outra pessoa, e nada voltaria a ser como antes.

 

Amores Desencontrados - capítulo XXIV

 

Telefonou-lhe de imediato e, apesar de no início ela não se mostrar muito disposta a ajudar e fazer o que lhe pediam, acabou por aceitar falar com Débora.

Procurou-a no trabalho e felicitou-a por ter conquistado o coração de Raúl. Débora não percebia nada, mas ela continuou dizendo-lhe que, apesar das suas tentativas para voltar para ele, não tinha conseguido nada porque, desde que raúl conhecera Débora, só pensava nela e em mais ninguém.

Até lhe tinha pedido para ir buscar o resto das suas coisas a casa dele, e a pressa era tanta que lhe tinha emprestado o carro. Nem mesmo quando ela lhe telefonou a dizer que o esperava na sua cama, ele quis saber dela. Tinha-lhe dito apenas para ela se despachar porque ele precisava do carro.

Débora começou a juntar tudo, e percebeu que se tinha enganado, ao pensar que Raúl a tinha traído, ao pensar que ele tinha brincado com ela. Mas, de qualquer forma, resolveu ir até à empresa onde ele trabalhava, para confirmar aquela história.

Esperou que Raúl saísse, e tentou falar com o seu tio, que lhe confirmou que, de facto, naquele dia, tinham estado em reunião até ao início da noite.

Então era mesmo verdade. E ela tinha acabado com tudo sem ao menos lhe ter dito porque estava chateada com ele, e ter esperado uma explicação da sua parte. Como tinha sido idiota! 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXIII

 

Enquanto isso o seu pai, disposto a tirar Afonso da cabeça da sua filha, foi procurar Raúl para saber se ele realmente gostava da sua filha, e se era verdade que a tinha traído.

Contou-lhe o que Débora tinha visto em sua casa, e que tinha sido esse o motivo para ela o deixar. Que não o tinha deixado por outro homem mas que, se ele não lutasse por ela, a poderia perder.

Raúl confirmou-lhe que sempre tinha gostado de Débora e que, apesar de antes ter andado com várias mulheres, depois de a ter conhecido nunca mais se envolveu com ninguém. Nunca a tinha traído porque estava bem com ela. Era com Débora que ele queria viver a sua vida, e mais ninguém.

Por isso tinha pedido à sua ex namorada para ir a sua casa naquela tarde, buscar o que lhe pertencia e lá tinha deixado na esperança de que voltassem a reatar. Como ela não tinha maneira de lá ir, tinha-lhe emprestado o seu carro. Mas ele estivera o tempo todo no trabalho, até que ela regressou e lhe devolveu o carro.

Agora compreendia porque é que Débora não o quis ver mais, e arrependeu-se de a ter tratado tão mal quando foi a sua casa, mas ela também não lhe tinha dito nada, e ele não pudera explicar-se.

De qualquer forma, não podia agora chegar ao pé dela e dizer-lhe que estava inocente, porque ela não iria acreditar. Nem tão pouco iria confiar no seu pai, que queria separá-la de Afonso. A única maneira era pedir ajuda à única pessoa que não teria nada a ganhar com a verdade - a ex namorada de Raúl!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXII


 


Depois de todos os convidados se terem ido embora, Débora procurou o seu pai, mas este não quis sabero que ela tinha para lhe dizer e informou-a que não queria mais ver Afonso na sua casa e muito menos com ela.


Tinha traído a sua confiança e não merecia mais a sua amizade. E avisou-a que, se ela insistisse em defendê-lo e ir atrás dele, então também não a queria ver mais na sua casa.


No entanto, no dia seguinte, ignorando as ameaças do pai, procurou Afonso, disposta a fazer tudo para ficar com ele. Mas parecia que nada abonava a seu favor.


Afonso explicou-lhe que teria de viajar nesse dia a trabalho, e ausentar-se durante dois ou três meses, uma vez que já se tinha comprometido, e não podia faltar com a sua palavra.


Apesar da insistência de Débora em ir com ele, e deixar a sua casa e o seu trabalho, Afonso disse-lhe que teriam muito tempo para estar juntos, e que não era preciso precipitarem-se.


Durante esse tempo, o seu pai poderia mudar de ideias e aceitá-lo e, além disso, poderiam reflectir sobre o que sentiam um pelo outro, e se realmente queriam ficar juntos.


Débora compreendeu que ele tinha razão. Não podia deixar o seu trabalho, que sempre fora tão importante para ela, e o seu pai era a sua única família, aquele que sempre fizera tudo por ela.


Mas garantiu-lhe que iria esperar por ele e que, por mais tempo que ele estivesse longe,não mudaria de ideias quanto ao que sentia por ele. Por isso, conformou-se com aquela separação temporária, e despediu-se. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXI


 


Débora disse-lhe, então, que ele não tinha motivo nenhum para estar com ciúmes dela, que não fizera mais do que conversar e dançar com os seus amigos, como ele mesmo tinha dito. E que não namorava com ninguém mas, mesmo que assim fosse, ele não tinha o direito de dizer nada, porque quando ela o procurou, ele rejeitou-a.


E, quando Débora se preparava para ir embora, Afonso segurou-a e beijou-a como da primeira vez, no escritório do seu pai. Ganhou, finalmente, coragem e confessou-lhe que também a amava há muito tempo, e não quisera admitir com receio que ela ainda sentisse alguma coisa por Raúl, com medo de ele próprio estar a confundir os seus sentimentos e, principalmente, porque não queria trair a confiança do seu pai.


Por isso, afastara-se dela, mas não podia evitar os ciúmes que sentia cada vez que a via com outro homem. Depois desta confissão, Afonso sentiu-se aliviado por ter aberto o seu coração, e feliz por tê-la nos seus braços. Débora também estava feliz por saber que era correspondida.


Só que, enquanto se beijavam, o pai de Débora entrou na cozinha, e viu-os. Não deixou sequer que eles se explicassem, e pediu a Afonso para sair da sua casa. Débora não compreendia a atitude do pai, e perguntou-lhe porque é que ele tinha mandado Afonso embora. 


O pai apenas lhe respondeu que, depois do que tinha visto, Afonso não era mais bem vindo naquela casa, e que a amizade deles terminava ali.


Débora acusou o pai de estar a ser injusto, e estava decidida a ir atrás de Afonso, mas este pediu-lhe para ficar, e conversar com o seu pai. Disse-lhe que não se preocupasse, porque tudo iria correr bem, e saiu.


Para ela, a festa tinha terminado.


 


 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XX


 


Nunca mais voltou a ter a mesma relação com Afonso, e o seu pai reparou que alguma coisa se passava entre os dois. Mas como eles insistiam em dizer que era só impressão sua, não se preocupou mais.


Chegou o dia do aniversário de Débora, e esta resolveu convidar os seus amigos da revista e da universidade, alguns familiares e, é claro, Afonso, para comemorar o seu aniversário.


Débora estava ainda mais bonita que na festa da reforma do seu pai.E um primo seu, que já não via há bastante tempo, não a largou durante grande parte da noite.


Afonso sentia ciúmes, mas não podia dizer nem fazer nada. Quando Débora foi até à cozinha beber um pouco de água fresca para matar a sede com que tinha ficado, por ter dançado durante tanto tempo, Afonso entrou também, pouco depois.


Débora perguntou-lhe se ele se estava a divertir, ao que ele lhe respondeu que não tanto como ela. Débora acabou de beber a água e já ia a sair quando Afonso lhe perguntou se o rapaz com quem tinha estado toda a noite era o seu namorado.


Ela quis saber qual era o interesse dele, mas Afonso respondeu-lhe que era mera curiosidade, como seu amigo que era.


Débora ripostou que amigo ele não era mais, desde que tinha decidido afastar-se dela sem motivo nenhum.


Afonso, por sua vez, observou que ela não devia ter sentido muito a sua falta, uma vez que estavam ali tantos amigos seus, com quem tinha conversado e dançado toda a noite.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XIX


 


Procurou-o e, sem rodeios, perguntou-lhe porque se tinha afastado dela. E se, o que ele sentia por ela era só amizade, porque fugia dela. Estaria ele com medo de assumir que sentia algo mais.


Disse-lhe ainda que não tinha medo de dizer que gostava dele, não como amigo ou irmão, mas como homem. Que há muito tempo se sentia atraída por ele, e que essa atracção se tinha transformado em amor. Assegurou-lhe que já tinha esquecido Raúl e que estava certa daquilo que sentia.


Estava disposta a lutar por Afonso, se ele lhe dissesse que sentia o mesmo por ela mas se, pelo contrário, ele não sentisse mais do que amizade, e ainda não tivesse esquecido Catarina, iria embora e não voltaria a tocar no assunto.


Mas Afonso não teve coragem para assumir os seus verdadeiros sentimentos, e mentiu dizendo-lhe que, de facto, ainda pensava em Catarina.


Débora beijou-o, para tentar perceber se ele estava a ser sincero, mas Afonso afastou-a, e ela não insistiu mais.


 

Amores Desencontrados - capítulo XVIII


 


Débora não concordava com ele, e disse-lhe que, se tivesse que haver algo entre eles, não seria o seu pai que iria impedir.


Mas sabia que podiam estar ambos a confundir os seus sentimentos, e que talvez ainda não tivessem esquecido, respectivamente, Raúl e Catarina, por isso não insistiu mais.


Decidiram esquecer aquele beijo e continuar a sua relação como sempre tinha sido até então. Uma relação de amizade que era mais valiosa que qualquer outra.


Apesar disso, Afonso começou a afastar-se, a ir menos a sua casa e a evitar ficar sozinho com ela, o que Débora não demorou muito a perceber.


No entanto, era cada vez mais evidente que sentiam alguma coisa um pelo outro, alguma coisa muito forte que os punha à prova cada vez que estavam juntos.


Não podiam continuar daquela maneira e, se Afonso nada fazia, teria que ser ela a ir falar com ele.


 

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...