terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Amores Desencontrados - Final 2

 

Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, e queria esclarecer tudo com ele, antes de seguir em frente com a sua vida.

A ausência de Afonso, e o facto de ter descoberto que Raúl nunca a traíra, fizeram com que ela percebesse que amava Raúl desde o primeiro momento em que o vira na discoteca e que, o que sentira por Afonso, tinha sido provocado pela necessidade de se sentir amada por alguém, e de ele lhe ter dado essa atenção especial.

Mas preferia tê-lo como amigo, como sempre tinha sido, e era isso que ela tinha que esclarecer com Afonso, antes de voltar para os braços de Raúl. Por isso, quando ele lhe telefonou a dizer que já tinha chegado, e a pedir-lhe para ir até à sua casa, Débora não quis perder mais tempo.

Foi Catarina quem lhe abriu a porta, pedindo-lhe par entrar e ficar à vontade, porque ela já estava de saída. Então, sempre se tinham encontrado. E, ao que parecia, também tinham vindo juntos. Teriam feito as pazes? Para Débora, seria melhor se isso tivesse acontecido, pois assim nenhum deles ficaria mal, quando ela lhe dissesse porque ali estava.

Mas foi Afonso quem começou a tentar explicar a Débora como Catarina o tinha encontrado, e o que tinham resolvido. Ao ter sido abandonado por Catarina, e ao sentir-se realmente atraído por Débora, que era também a sua grande amiga e o seu maior apoio, tinha transferido para ela todo o amor que sentia pela primeira.

Durante a sua viagem, percebeu que o pai de Débora tinha razão em não querer aquele relacionamento, porque Afonso gostva muito dela como amiga, e era essa amizade que eele queria manter. O facto de Catarina ter surgido novamente na sua vida e de estar disposta a reconquistá-lo, fê-lo ver que, na verdade, nunca a tinha esquecido e que, por isso, mereciam uma nova oportunidade.

Pensava que Débora ficaria desapontada com ele e estva a estranhar a forma despreocupada como ela o ouvia, até que ela lhe disse que ficava muito feliz por ele, e que não precisava de lhe explicar mais nada, porque tinha acontecido o mesmo em relação a ela e Raúl.

Afonso ficou aliviado por saber que ela não tinha ficado magoada, e que o seu pai não estava mais chateado com ele, podendo assim voltar a ser tudo como antes. Ou quase tudo.

Agora que Débora ia casar, e sabendo que Raúl era muito ciumento, teria que ter cuidado. Já tinha sido difícil para ele ter aceitado Afonso como padrinho, mas est compreendia. Afinal, mesmo por pouco tempo, tinham sido rivais, e Catarina também sentia ciúmes dele.

Mas não havia razões para isso. Ambos tinham a certeza de ter feito a escolha certa, e jamais se iriam separar!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Amores Desencontrados - Final 1

 

Passaram-se dois meses e Débora estava ansiosa por falar com Afonso.Tinha tanta coisa para lhe dizer, tantas novidades para lhe contar. Mas, ao mesmo tempo, estava com medo da sua chegada. Não sabia se Catarina o tenha encontrado, se tinham conversado, e o que tinha resultado dessa conversa.

Débora sabia, finalmente, que o que tinha sentido por Raul era paixão, uma paixão que a marcou e que fez com que conhecesse o verdadeiro amor, e era essa amor que ela sentia por Afonso. Ele era o homem da sua vida, aquele por quem sempre tinha esperado.

Raúl aceitou que a tinha perdido, e resolveu procurar a sua felicidade longe dela. Até o seu pai, ao ver que os seus sentimentos por Afonso eram demasiado fortes, ao ponto de ter rejeitado o seu ex-namorado, desistiu de lutar contra esse amor e decidiu que, se Afonso sentisse o mesmo por ela, não se oporia à união dos dois. Mas antes de dizer alguma coisa a Débora, teria que falar primeiro com Afonso.

Tinha-se sentido traído porque sempre o considerara um grande amigo, e nunca lhe passara pela cabeça que pudesse vir a gostar da sua filha e namorar com ela, porque nunca lhe tinham dito nada sobre o que se passava, e porque tinha medo que Afonso fizesse Débora sofrer. 

Poderia ainda não ter esquecido Catarina, e andar a enganar a filha. Com o tempo, percebeu que estava enganado. Que não se pode mandar nos sentimentos dos outros e que, se a felicidade da filha fosse ao lado de Afonso, ele tinha que os apoiar.

Débora não sabia ao certo em que dia ele ia chegar, mas não podia ficar em casa à sua espera. No trabalho, sempre se distraía e ocupava a cabeça com outros pensamentos.

Por isso, quando Afonso a procurou em sua casa, não a encontrou. Foi o seu pai que o recebeu e Afonso aproveitou para ter uma conversa séria com ele. Disse-lhe que, durante todo o tempo que estivera fora, tinha aproveitado para reflectir sobre o que realmente sentia pela sua filha, e tinha chegado à conclusão que não queria perdê-la.

Não tinha planeado envolver-se com Débora, mas as circunstâncias tinham-nos unido, e ele estava disposto a lutar por ela, a fazer tudo para ficarem juntos, mesmo que para isso tivesse que perder a amizade do seu pai.

No entanto, não era isso que ele queria. Tinha ido em paz, disposto a continuar a ser o seu grande amigo, e pedir-lhe a mão de Débora em casamento. Est perguntou-lhe, então, se tinha falado com Catarina sobre isso, e Afonso confirmou-lhe que Catarina já sabia da sua decisão, e tinha voltado para Nova Iorque.

Então, para grande alegria de Afonso, o pai de Débora disse-lhe que já tinha aceitado o amor dos dois e que, ao vê-lo assim tão determinado em ficar com a sua filha, não tinha mais dúvidas de que ele estava a ser sincero. Por isso, aceitava-o, não só como amigo mas também como futuro genro.

Nesse momento chegou Débora que, ao ver Afonso em sua casa, não sabia como reagir. Queria abracá-lo e beijá-lo, mas não sabia se era recíproco. Não sabia se ele estava ali para ficar, ou terminar com ela. O seu pai deixou-os sozinhos, e Afonso não a fez sofrer mais, perguntando-lhe se era daquela forma que ela recebia o seu futuro marido!

Débora correu para os seus braços e, depois de matarem todas as saudades, conversaram sobre o que lhes tinha acontecido durante aqueles três meses, em que tinham estado longe um do outro, e do motivo pelo qual ele ali estava. Ela estava muito feliz, mas preocupada com a reacção do pai, quando lhe dissessem que iriam casar, mesmo contra a vontade dele.

Afonso explicou-lhe, então, que não teriam mais que enfrentar o pai dela, porque este já os tinha aceitado. E foi nessa altura que ele voltou a entrar na sala, e os felicitou, confirmando a Débora que era verdade e que, se ela estava feliz, isso era o mais importante para ele.

Apesar de todas as provas pelas quais tinham passado, o seu amor tinha-se mostrado mais forte. E, agora, teriam todo o tempo do mundo para vivê-lo, e serem felizes!

 

 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Com quem deve ficar Débora - Raúl ou Afonso?

 

E agora que nos estamos a aproximar do final desta história, com quem é que acham que a Débora deve ficar? 

Estão a torcer por que casal - Débora e Raúl, ou Débora e Afonso?

Deixem aqui a vossa sugestão!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXVII

 

Catarina, a grande paixão de Afonso, que o tinha deixado para ir trabalhar em Nova Iorque, estava de regresso. E vinha disposta a reconquistar Afonso de qualquer maneira, depois de perceber que ele era mais importante que uma boa posição, e que tinha errado ao ir embora.

Débora informou-a, então, que ele tinha viajado a trabalho, e que só voltaria dali a dois meses. Disse-lhe em que cidade ele estava, mas que não sabia mais nada, porque ele ainda não tinha ligado nem dado qualquer notícia.

Achou por bem não lhe contar nada do que se tinha passado entre Afonso e ela, porque deveria ser este a falar com ela. Catarina não perdeu tempo, e propôs-se a ir atrás dele, para recomeçarem a relação que tinham deixado a meio, deixando Débora sem saber o que fazer.

Também ela teve vontade de ir atrás de Afonso, mas a sua presença na revista era imprescindível e, além disso, Catarina e Afonso tinham mesmo que conversar sozinhos.

No entanto, muitas dúvidas lhe vieram à cabeça. 

Será que Afonso ainda sentia alguma coisa por Catarina? Será que não a tinha esquecido? Só dali a dois meses, quando ele regressasse, teria a resposta para todas as suas perguntas.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXVI

 

De facto, a cabeça de Débora dizia-lhe isso. Mas o seu coração tinha ficado dividido. Raúl tinha sido a sua primeira paixão, havia qualquer coisa nele que sempre a tinha perturbado, que a atraía, que a fazia sentir de uma maneira como nunca ninguém o tinha feito.

E, ao saber que estava inocente, e que ainda gostava dela, ficou sem saber se o que sentia por Afonso era mesmo amor e raúl representava uma relação que poderia ter sido maravilhosa, mas que já não se poderia repetir ou se, pelo contrário, o que sentia por Afonso era apenas uma atracção provocada pelas circunstâncias, e o que sentia por Raúl era um grande amor que tinha, agora, uma nova oportunidade de ser vivido.

Já tinha passado um mês, e Afonso não tinha dado notícias. Raúl recomeçara a procurar Débora, e as dúvidas dela aumentavam de dia para dia. Nunca mais tocara no assunto com o pai, mas ele tinha esperança que a sua filha ficasse com Raúl.

No entanto, Débora teria ainda mais surpresas para pôr à prova os seus sentimentos!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXV

 

Tinham-na prevenido tanto contra Raúl, que não pensou na possibilidade de ele não ter tido culpa, apesar de gostar tanto dele, e de achar que ele tinha mudado, que estava a ser sincero quando dizia que ela era a mulher da sua vida.

Procurou então Raúl, para lhe pedir desculpa por não ter acreditado nele e no seu amor, por não lhe ter dado uma oportunidade de saber o que ela tinha visto e de se defender, e disse-lhe que esperava que ele a perdoasse. Raúl também se desculpou por a ter acusado injustamente de traição, e respondeu-lhe que, se ela esquecesse as palavras dele, também ele esqueceria tudo.

Agora que tudo tinha sido esclarecido, Raúl pensou que poderiam voltar a ficar juntos, mas Débora não o deixou aproximar-se. Disse-lhe que poderiam ser amigos mas, o facto de ter ficado a par da verdade não mudaria nada. O seu coração pertencia a outra pessoa, e nada voltaria a ser como antes.

 

Amores Desencontrados - capítulo XXIV

 

Telefonou-lhe de imediato e, apesar de no início ela não se mostrar muito disposta a ajudar e fazer o que lhe pediam, acabou por aceitar falar com Débora.

Procurou-a no trabalho e felicitou-a por ter conquistado o coração de Raúl. Débora não percebia nada, mas ela continuou dizendo-lhe que, apesar das suas tentativas para voltar para ele, não tinha conseguido nada porque, desde que raúl conhecera Débora, só pensava nela e em mais ninguém.

Até lhe tinha pedido para ir buscar o resto das suas coisas a casa dele, e a pressa era tanta que lhe tinha emprestado o carro. Nem mesmo quando ela lhe telefonou a dizer que o esperava na sua cama, ele quis saber dela. Tinha-lhe dito apenas para ela se despachar porque ele precisava do carro.

Débora começou a juntar tudo, e percebeu que se tinha enganado, ao pensar que Raúl a tinha traído, ao pensar que ele tinha brincado com ela. Mas, de qualquer forma, resolveu ir até à empresa onde ele trabalhava, para confirmar aquela história.

Esperou que Raúl saísse, e tentou falar com o seu tio, que lhe confirmou que, de facto, naquele dia, tinham estado em reunião até ao início da noite.

Então era mesmo verdade. E ela tinha acabado com tudo sem ao menos lhe ter dito porque estava chateada com ele, e ter esperado uma explicação da sua parte. Como tinha sido idiota! 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXIII

 

Enquanto isso o seu pai, disposto a tirar Afonso da cabeça da sua filha, foi procurar Raúl para saber se ele realmente gostava da sua filha, e se era verdade que a tinha traído.

Contou-lhe o que Débora tinha visto em sua casa, e que tinha sido esse o motivo para ela o deixar. Que não o tinha deixado por outro homem mas que, se ele não lutasse por ela, a poderia perder.

Raúl confirmou-lhe que sempre tinha gostado de Débora e que, apesar de antes ter andado com várias mulheres, depois de a ter conhecido nunca mais se envolveu com ninguém. Nunca a tinha traído porque estava bem com ela. Era com Débora que ele queria viver a sua vida, e mais ninguém.

Por isso tinha pedido à sua ex namorada para ir a sua casa naquela tarde, buscar o que lhe pertencia e lá tinha deixado na esperança de que voltassem a reatar. Como ela não tinha maneira de lá ir, tinha-lhe emprestado o seu carro. Mas ele estivera o tempo todo no trabalho, até que ela regressou e lhe devolveu o carro.

Agora compreendia porque é que Débora não o quis ver mais, e arrependeu-se de a ter tratado tão mal quando foi a sua casa, mas ela também não lhe tinha dito nada, e ele não pudera explicar-se.

De qualquer forma, não podia agora chegar ao pé dela e dizer-lhe que estava inocente, porque ela não iria acreditar. Nem tão pouco iria confiar no seu pai, que queria separá-la de Afonso. A única maneira era pedir ajuda à única pessoa que não teria nada a ganhar com a verdade - a ex namorada de Raúl!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXII


 


Depois de todos os convidados se terem ido embora, Débora procurou o seu pai, mas este não quis sabero que ela tinha para lhe dizer e informou-a que não queria mais ver Afonso na sua casa e muito menos com ela.


Tinha traído a sua confiança e não merecia mais a sua amizade. E avisou-a que, se ela insistisse em defendê-lo e ir atrás dele, então também não a queria ver mais na sua casa.


No entanto, no dia seguinte, ignorando as ameaças do pai, procurou Afonso, disposta a fazer tudo para ficar com ele. Mas parecia que nada abonava a seu favor.


Afonso explicou-lhe que teria de viajar nesse dia a trabalho, e ausentar-se durante dois ou três meses, uma vez que já se tinha comprometido, e não podia faltar com a sua palavra.


Apesar da insistência de Débora em ir com ele, e deixar a sua casa e o seu trabalho, Afonso disse-lhe que teriam muito tempo para estar juntos, e que não era preciso precipitarem-se.


Durante esse tempo, o seu pai poderia mudar de ideias e aceitá-lo e, além disso, poderiam reflectir sobre o que sentiam um pelo outro, e se realmente queriam ficar juntos.


Débora compreendeu que ele tinha razão. Não podia deixar o seu trabalho, que sempre fora tão importante para ela, e o seu pai era a sua única família, aquele que sempre fizera tudo por ela.


Mas garantiu-lhe que iria esperar por ele e que, por mais tempo que ele estivesse longe,não mudaria de ideias quanto ao que sentia por ele. Por isso, conformou-se com aquela separação temporária, e despediu-se. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XXI


 


Débora disse-lhe, então, que ele não tinha motivo nenhum para estar com ciúmes dela, que não fizera mais do que conversar e dançar com os seus amigos, como ele mesmo tinha dito. E que não namorava com ninguém mas, mesmo que assim fosse, ele não tinha o direito de dizer nada, porque quando ela o procurou, ele rejeitou-a.


E, quando Débora se preparava para ir embora, Afonso segurou-a e beijou-a como da primeira vez, no escritório do seu pai. Ganhou, finalmente, coragem e confessou-lhe que também a amava há muito tempo, e não quisera admitir com receio que ela ainda sentisse alguma coisa por Raúl, com medo de ele próprio estar a confundir os seus sentimentos e, principalmente, porque não queria trair a confiança do seu pai.


Por isso, afastara-se dela, mas não podia evitar os ciúmes que sentia cada vez que a via com outro homem. Depois desta confissão, Afonso sentiu-se aliviado por ter aberto o seu coração, e feliz por tê-la nos seus braços. Débora também estava feliz por saber que era correspondida.


Só que, enquanto se beijavam, o pai de Débora entrou na cozinha, e viu-os. Não deixou sequer que eles se explicassem, e pediu a Afonso para sair da sua casa. Débora não compreendia a atitude do pai, e perguntou-lhe porque é que ele tinha mandado Afonso embora. 


O pai apenas lhe respondeu que, depois do que tinha visto, Afonso não era mais bem vindo naquela casa, e que a amizade deles terminava ali.


Débora acusou o pai de estar a ser injusto, e estava decidida a ir atrás de Afonso, mas este pediu-lhe para ficar, e conversar com o seu pai. Disse-lhe que não se preocupasse, porque tudo iria correr bem, e saiu.


Para ela, a festa tinha terminado.


 


 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XX


 


Nunca mais voltou a ter a mesma relação com Afonso, e o seu pai reparou que alguma coisa se passava entre os dois. Mas como eles insistiam em dizer que era só impressão sua, não se preocupou mais.


Chegou o dia do aniversário de Débora, e esta resolveu convidar os seus amigos da revista e da universidade, alguns familiares e, é claro, Afonso, para comemorar o seu aniversário.


Débora estava ainda mais bonita que na festa da reforma do seu pai.E um primo seu, que já não via há bastante tempo, não a largou durante grande parte da noite.


Afonso sentia ciúmes, mas não podia dizer nem fazer nada. Quando Débora foi até à cozinha beber um pouco de água fresca para matar a sede com que tinha ficado, por ter dançado durante tanto tempo, Afonso entrou também, pouco depois.


Débora perguntou-lhe se ele se estava a divertir, ao que ele lhe respondeu que não tanto como ela. Débora acabou de beber a água e já ia a sair quando Afonso lhe perguntou se o rapaz com quem tinha estado toda a noite era o seu namorado.


Ela quis saber qual era o interesse dele, mas Afonso respondeu-lhe que era mera curiosidade, como seu amigo que era.


Débora ripostou que amigo ele não era mais, desde que tinha decidido afastar-se dela sem motivo nenhum.


Afonso, por sua vez, observou que ela não devia ter sentido muito a sua falta, uma vez que estavam ali tantos amigos seus, com quem tinha conversado e dançado toda a noite.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XIX


 


Procurou-o e, sem rodeios, perguntou-lhe porque se tinha afastado dela. E se, o que ele sentia por ela era só amizade, porque fugia dela. Estaria ele com medo de assumir que sentia algo mais.


Disse-lhe ainda que não tinha medo de dizer que gostava dele, não como amigo ou irmão, mas como homem. Que há muito tempo se sentia atraída por ele, e que essa atracção se tinha transformado em amor. Assegurou-lhe que já tinha esquecido Raúl e que estava certa daquilo que sentia.


Estava disposta a lutar por Afonso, se ele lhe dissesse que sentia o mesmo por ela mas se, pelo contrário, ele não sentisse mais do que amizade, e ainda não tivesse esquecido Catarina, iria embora e não voltaria a tocar no assunto.


Mas Afonso não teve coragem para assumir os seus verdadeiros sentimentos, e mentiu dizendo-lhe que, de facto, ainda pensava em Catarina.


Débora beijou-o, para tentar perceber se ele estava a ser sincero, mas Afonso afastou-a, e ela não insistiu mais.


 

Amores Desencontrados - capítulo XVIII


 


Débora não concordava com ele, e disse-lhe que, se tivesse que haver algo entre eles, não seria o seu pai que iria impedir.


Mas sabia que podiam estar ambos a confundir os seus sentimentos, e que talvez ainda não tivessem esquecido, respectivamente, Raúl e Catarina, por isso não insistiu mais.


Decidiram esquecer aquele beijo e continuar a sua relação como sempre tinha sido até então. Uma relação de amizade que era mais valiosa que qualquer outra.


Apesar disso, Afonso começou a afastar-se, a ir menos a sua casa e a evitar ficar sozinho com ela, o que Débora não demorou muito a perceber.


No entanto, era cada vez mais evidente que sentiam alguma coisa um pelo outro, alguma coisa muito forte que os punha à prova cada vez que estavam juntos.


Não podiam continuar daquela maneira e, se Afonso nada fazia, teria que ser ela a ir falar com ele.


 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XVII


 


O que é que tinha acontecido?


Sempre tinha considerado Afonso um amigo, ou um irmão. Mas tinha gostado daquele beijo.


E ele, porque é que tinha fugido? Gostaria mesmo dela ou teria feito aquilo só para a animar?


Queria uma resposta a todas estas perguntas, mas só a teve uns dias mais tarde, quando Afonso voltou 


à sua casa. Débora não queria forçar nada, e tratou-o como se nada se tivesse passado. Afonso pediu-lhe, então, desculpa pela sua atitude, e prometeu-lhe que não voltaria a acontecer.


Disse-lhe que queria apenas mostrar que havia pessoas que gostavam dela, mas não devia ter ido tão longe.


Débora perguntou-lhe então se isso significava que era apenas amizade o que ele sentia por ela, mas Afonso, sabendo que não lhe poderia mentir, explicou-lhe que nunca poderia haver nada entre eles, por causa da amizade com o seu pai, e da confiança que este tinha depositado nele.


 


 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XVI


 


Para ela, os homens eram todos iguais e nenhum deles prestava. Afonso fê-la ver que não era bem assim, que havia homens que não eram como Raúl, como por exemplo o seu pai. Mas Débora não se convenceu. E pediu-lhe para lhe dar um só exemplo de um homem que fosse capaz de gostar realmente dela pelo que ela era, de a respeitar, de a fazer feliz, e que fosse sincero, e então ela mudaria de opinião!


Mas não acreditava que alguém pudesse amá-la daquela maneira. 


E, num impulso, sem pensar, Afonso não resistiu, agarrou-a, e disse-lhe que ele próprio gostava dela dessa maneira, beijando-a como há muito desejava!


Mas, logo em seguida, afastou-se e foi-se embora, deixando-a sem reação, sem saber o que pensar.

Amores Desencontrados - capítulo XV


 


Quando acordou, Débora não se lembrava de nada.


Foio seu pai que lhe contou do seu desaparecimento, e de como Afonso a tinha encontrado e levado para casa.


Era um homem assim que ela queria para si - atraente, carinhoso, simpático, sempre pronto a ajudar, cheio de qualidades, e que a entendia como ninguém.


Ficou surpreendida ao pensar que talvez fosse ele a sua cara metade, que talvez o homem da sua vida sempre tivesse estado tão perto, e ela nunca tivesse percebido isso.


Tinha que lhe agradecer por tudo o que ele tinha feito. contar-lhe o que a tinha levado àquela situação.


Tomou banho, vestiu-se, e esperou por Afonso para almoçarem juntos e conversarem. O pai tinha um almoço com os ex-colegas de profissão, e por isso podiam ficar à vontade.


Depois do almoço, instalaram-se no pequeno escritório do seu pai, e Débora explicou-lhe então como tinha conhecido Raúl, como se tinha apaixonado por ele, e o que tinha visto naquele dia na sua casa.


Falou-lhe de como tinha ignorado os avisos dos seus colegas, e se tinha deixado levar pelas suas palavras. E ainda se sentiu pior quando ele a acusou de o ter traído com Afonso e de o deixar por causa dele, quando ela é que tinha sido enganada.


Mas jurou a Afonso que Raúl pertencia ao passado, e que nunca mais se deixaria enganar. Tinha sido a primeira e última vez que se tinha apaixonado, porque sempre estivera certa em não se interessar por homem nenhum.


 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XIV


 


Estava impressionado com o estado em que Débora se encontrava. Logo ela, que sempre se mostrara tão forte, alegre e determinada, que nunca se deixava abalar por nada, e tinha sempre um perfeito controlo da sua vida, estava agora daquela maneira.


E, o pior, é que não sabia como a ajudar, porque ela não tinha contado nada. Sabia que o problema dizia respeito ao seu namorado, mas nada mais.


Telefonou para o pai de Débora a dizer-lhe que iam a caminho, e que Débora estava bem, para que ele não se preocupasse mais. E, enquanto o seu pai lhe foi preparar um café forte, Afonso levou-a ao colo até ao seu quarto.


Quando a deitou na cama, Débora puxou-o para si e pediu-lhe para a beijar. Perguntou-lhe se ele não sentia nada por ela, e porque é que não queria fazer amor com ela!


Foi muito difícil para Afonso resistir, mas sabia que ela estava sob o efeito do álcool, e que não fazia ideia do que estava a dizer. Débora acabou por adormecer.


Pôs um cobertor em cima dela, olhou-a uma última vez, e saiu.


Passou o resto da noite acordado, a pensar em Débora e na melhor forma de a esquecerporque estava, realmente, apaixonado por ela, e isso já não podia evitar.


Gostava da filha do seu melhor amigo, mas sabia que não era possível um relacionamento entre os dois.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XIII


 


Débora subiu a correr para o seu quarto, não aguentou mais, e começou a chorar como há muito tempo queria fazer, e tinha andado a evitar.


Nem mesmo Afonso, que subiu depois atrás dela para saber o que se tinha passado e como é que ela estava, a conseguiu acalmar.


Agradeceu-lhe por a ter ajudado com Raúl, mas pediu-lhe para a deixar sozinha. Afonso não insistiu, e saiu.


Mais tarde, quando Afonso conversou com o pai de Débora elhe explicou o que tinha acontecido, este ficou preocupado, e foi até ao quarto da filha, mas ela não estava lá.


Procuraram-na por toda a casa, telefonaram para os seus colegas mas nenhuma tinha visto nesse dia. Já era tarde e não tinham tido nenhum sinal dela.


O seu telemóvel tinha ficado em casa e não havia forma de contactá-la. Fartos de esperar em vão, Afonso ofereceu-se para ir procurá-la nos sítios que ela costumava frequentar, enquanto o seu pai ficava em casa, para o caso de ela, entretanto, aparecer.


Quando já estava a perder a esperança, recebeu um telefonema de uma colega de Débora, que lhe disse onde ela estava, e que talvez fosse melhor ir buscá-la.


De facto, quando lá chegou, encontrou Débora completamente embriagada e, apesar da sua insistência em ficar e beber mais, Afonso conseguiu tirá-la de lá, e fazê-la entrar no seu carro. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Amores Desencontrados - capítulo XII


 


Nos dias que se seguiram, Débora não atendeu os telefonemas de Raúl e, quando ele a procurou, pediu para lhe dizerem que não estava.


Só que, naquela tarde, foi ela que abriu a porta, e não teve como fugir. Raúl perguntou-lhe o que é que estava a acontecer, para ela não atender as suas chamadas nem querer falar consigo, mas Débora apenas lhe disse que não o queria ver mais.


Que não tinham mais nada para falar um com o outro e que esperava que ele desaparecesse da sua vida. Raúl não ficou satisfeito com estas palavras e agarrou-a com força, exigindo que ela lhe desse uma explicação.


Débora pediu-lhe para ele a soltar, mas ele pareceu nem a ouvir. Afonso, que estava a chegar nessa altura, interveio, obrigando-o a largá-la e a sair daquela casa.


Mas Raúl ainda teve tempo para acusá-la de ter andado a brincar com ele, e de já ter arranjado outro. Disse-lhe que ela não valia nada, e que já tinha percebido porque é que não o queria ver mais, mas que agora era ele quem não queria mais nada com ela! 


 

Amores Desencontrados - capítulo XI


 


Quando chegou a casa, estava lá Afonso à espera do seu pai.


Apesar de tentar disfarçar, conheciam-se bem e não foi preciso muito tempo para Afonso perceber que a amiga não estava bem.


Estava a mostrar a Débora umas informações novas acerca de um caso que andava a investigar, mas ela não estava a ouvir nada. Estava distante.


Débora sentou-se junto de Afonso no sofá, e explicou-lhe que estava apenas cansada, porque tinha tido um dia de muito trabalho.


Este, apesar de achar que o problema devia ser outro, não insistiu, e disse-lhe para ela se deitar um pouco, o que ela fez ali mesmo, com a cabeça no colo de Afonso.


Sentia-se protegida, segura, e acabou por adormecer. Afonso foi admirando a sua beleza e sentiu-se, novamente, atraído por ela. Naquele momento, desejou ser ele o seu namorado. Mas depressa voltou à realidade, quando o seu amigo chegou a casa.


Débora acordou nesse momento, e deixou-os sozinhos para falarem mais à vontade.

Amores Desencontrados - Final 2

  Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, ...